Comportamento

LGBT: Yara Sofia (RuPaul’s Drag Race) entregará a coroa à Rainha da Virada Cultural

O Largo do Arouche será palco da segunda edição do concurso Rainha da Virada, campeonato de lipsync (dublagens de músicas) entre artistas performáticas da noite LGBT, durante a Virada Cultural 2016, que acontece nos dias 20, 21 e 22 de maio. O concurso abrirá a programação da Virada no Palco Arouche no sábado, dia 21, às 18h.

Serão 16 participantes e apenas uma será coroada a Rainha da Virada 2016 que, além do título, faixa e coroa, ganhará R$ 1.500,00. Também haverá premiação em dinheiro para quem chegar ao segundo e o terceiro lugares. O concurso terá quatro fases e a seleção musical será composta apenas por canções de artistas nacionais, antigas ou mais recentes. Maquiagem, brilho, figurino e pluma garantem a beleza da apresentação, mas o que conta, de fato, é a interpretação da música escolhida.

A apresentadora Penélope Nova, a transexual Luisa Marilac e a drag Fátima Fastfood fazem parte da equipe de juradas desta edição. O público também terá papel fundamental durante o campeonato e irá ajudar na votação com palmas e gritos de apoio para a artista que merecer ser a ganhadora, contabilizando dois pontos. Yara Sofia, conhecida também como a Miss Simpatia da terceira temporada de RuPaul’s Drag Race, será a convidada especial desta edição, responsável por entregar a coroa à vencedora.

A porto riquenha, que vive nos EUA é conhecida por seus cabelos de penteados intrincados, roupas exóticas confeccionadas por ela mesma e por performances de alta energia, incluindo dublagens de Daniela Mercury. Durante o evento, Yara Sofia fará três apresentações e promete animar ainda mais o público presente.

A primeira edição do concurso Rainha da Virada aconteceu na Virada Cultural de 2015, idealizada por Ariel Velloso, e foi um sucesso. Segundo, Velloso, a proposta do concurso é disseminar a cultura LGBT e qualquer vertente semelhante a de transexuais, drag queens, crossdressers e transformistas que façam performances em boates, clubes e eventos, independente dos anos de experiência. “Buscamos um mix entre veteranas e novatas, onde todo mundo pode ter chance”, explica. 

Outra característica do Rainha da Virada é valorizar a cultura nacional, onde apenas músicas nacionais serão interpretadas na competição: “Esse é o diferencial do concurso, que promove um lado inesperado, uma vez que geralmente nessas batalhas de dublagem são utilizadas canções de artistas pop internacionais. Dará um tempero brasileiro à performance”, conclui Velloso.

As inscrições para participar do concurso Rainha da Virada 2016 estão abertas até a próxima sexta-feira, dia 06 de maio. O regulamento e o formulário estão disponíveis no link:https://goo.gl/0tl3We

Jovens árabes desaprovam Estado Islâmico, diz pesquisa

A maioria dos jovens árabes desaprova a conduta do grupo extremista Estado Islâmico (EI) e duvida que os jihadistas consigam impor um califado na região, mostra estudo divulgado hoje (12).

O estudo anual Juventude Árabe 2016, da consultora Burson-Marsteller, revelou queda do apoio dado ao Estado Islâmico. Segundo os novos dados, 13% dos jovens ouvidos admitiram que podiam apoiar o grupo radical sunita se ele “não usasse tanta violência”, contra 19% que responderam da mesma forma em 2015.

O relatório baseou-se em entrevistas presenciais, feitas em janeiro e fevereiro deste ano, a 3.500 pessoas de países como a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Iraque, Egito, a Líbia, o Marrocos e Iêmen.

De acordo com os dados, metade dos entrevistados considera o EI “o principal obstáculo na região”.

Três em cada quatro jovens árabes estão preocupados com o aumento da influência do grupo extremista, mas só um em cada seis acredita que os jihadistas vão conseguir impor-se no Oriente Médio.

Cerca de 25% dos entrevistados disseram acreditar que o desemprego e a falta de oportunidades são os principais fatores que têm estimulado o recrutamento para as fileiras jihadistas.

Por outro lado, um quarto das pessoas ouvidas não consegue apontar qualquer razão para que alguém queira juntar-se ao EI.

O estudo revelou que o país que exerce mais influência sobre os jovens árabes – pelo quinto ano consecutivo - é a Arábia Saudita (31%), seguida pelos Emirados Árabes Unidos (28%) e pelos Estados Unidos (25%).

Em relação aos Estados Unidos, o inquérito mostrou uma divisão de opiniões: dois terços dos jovens encaram o país como um aliado, enquanto um terço vê os norte-americanos como inimigos, sobretudo no Iraque (93 %), Iêmen (82%) e na Palestina (81 %).

A potência xiita do Irã é considerada inimiga por 52% dos jovens árabes, contra 13% que encaram o regime de Teerã como aliado. Cerca de 45% apoiam o recente acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano, enquanto 39% rejeitam o documento.

Sobre as relações entre os dois principais ramos do Islamismo, sunitas e xiitas, quase metade dos entrevistados afirmou que pioraram nos últimos cinco anos. Aproximadamente 52% consideram que a religião desempenha “papel demasiado importante no Oriente Médio”.

O estudo da consultora Burson-Marsteller também abordou a guerra na Síria. O conflito é visto por 39% dos jovens árabes como “uma guerra de poder internacional entre as potências regionais e globais”. Outros entrevistados (29%) encaram a guerra como uma revolução contra o regime do presidente sírio, Bashar Al Assad ou como uma guerra civil entre sírios (22%).

Cinco anos depois da chamada Primavera Árabe (onda de contestação popular que atingiu vários países do Norte de África e do Oriente Médio), a maioria dos jovens (53%) dá hoje prioridade à estabilidade, em detrimento da democracia.

Neste ano, só 36% disseram acreditar que o mundo árabe está em melhor posição após a onda revolucionária que abalou a Tunísia, o Egito, a Líbia ou o Iêmen. Em 2012, a mesma pergunta teve resposta positiva de 72% dos entrevistados.

Fonte: EBC

Gato lidera intenções de voto na Sibéria; entenda o caso

Um gato da raça Scottish Fold, chamado Barsik, virou celebridade em Barnaul, uma cidade da Sibéria, liderando com folga as intenções de voto para as eleições municipais, de acordo com uma pesquisa online.

Os seguidos escândalos de corrupção que afetaram a prefeitura desta cidade de 650.000 habitantes, ajudaram Barsik, de 18 meses, a obter 91% das intenções de voto para prefeito em uma pesquisa realizada pelo site de informação Altaï Online.

Corrupção
O ex-prefeito de Barnaul, Igor Savintsev, renunciou em agosto após ter sido acusado de abuso de poder. Prefeito desde 2010, ele teria vendido terrenos municipais a empresas dirigidas por membros de sua família por preços muito abaixo do mercado. Seu filho Maxime está preso à espera de ser julgado por fraude e desvio de dinheiro, após ter sido extraditado da Tailândia em fevereiro.

"As pessoas chegaram a conclusão que não podemos confiar nas autoridades", explicou à agencia AFP Ievguéni Kuznetsov, um aposentado de Barnaul.

Cerca de 5.400 pessoas responderam a esta pesquisa postada no início de dezembro na rede social russa Vkontakte. As eleições municipais vão acontecer em 22 de dezembro.

"Precisamos ser desobedientes", defende fundador do site Pirate Bay

Debate no encontro global Emergências, na Fundição Progresso  (Credito: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

 

Fundador do Pirate Bay, um dos mais famosos sites acusados de infringir direitos autorais comdownloads gratuitos, Peter Sunde defendeu hoje (9) que o acesso à informação e à própria internet depende de organização local e da desobediência por parte dos internautas. O sueco participou de uma mesa do encontro global Emergências, que discutiu a internet como espaço público em uma de suas mesas de debate. O evento, promovido pelo Ministério da Cultura, prossegue até domingo (13) e reúne pensadores, ativistas, artistas, produtores culturais, gestores e agentes políticos de todo o mundo, no Rio de Janeiro.

"Temos que quebrar regras com a internet. Temos que decidir o que queremos fazer e o que queremos nos tornar. Precisamos ser desobedientes", disse ele, referindo-se à necessidade de democratizar conteúdos e encontrar outras formas de compartilhar informações.

Rio de Janeiro - Peter Sande, um dos fundadores do Pirate Bay, o maior site de bit-torrent do mundo, participa do encontro global Emergências, que debate o tema Internet como Espaço Público. (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Peter Sande, um dos fundadores do Pirate Bay, o maior site de bit-torrent do mundo, no encontro global EmergênciasTânia Rêgo/ Agência Brasil

Sobre a acessibilidade, ele defendeu que as pessoas e países não podem esperar que as empresas se interessem pela universalização do acesso. "Precisamos ter iniciativas locais", disse ele, que afirmou considerar "perigosa" a concentração dos serviços de internet em grandes empresas transnacionais.

Ao tratar do próprio caso do Pirate Bay, ele afirmou que o site partiu de um desejo dos fundadores de beneficiar as pessoas. "Fizemos por uma razão maior. Não estávamos interessados em fazer as empresas se beneficiarem com o consumo. Queríamos ajudar as pessoas a compartilharem as informações e a se unirem".

O debate contou também com a presença de Niv Sardi, fundador do Butter Project e integrante do site Popcorn Time, que foi tirado do ar também sob acusação de infringir direitos autorais ao exibir filmes e séries gratuitamente. Nascido na Argentina, ele também destacou a necessidade de organização popular em prol da conectividade. "É muito importante criar estruturas populares independentes dos governos e independentes dos partidos para promover o acesso à internet".

Saiba Mais

Apesar disso, ele reconheceu o papel do Estado na garantia dos direitos dos internautas: "Os estados devem proteger os cidadãos do que fazem as empresas, e é isso que se está pedindo quando se discute a privacidade na internet".

Empoderamento

A pesquisadora Joana Varon chamou a atenção, durante o debate, para o fato de os brasileiros terem pouca familiaridade com o hardware e as questões técnicas sobre a rede, o que, na visão dela, atrapalha o próprio debate sobre a regulação da internet no Brasil.

"A gente precisa ter outro grau de apropriação do hardware. A gente compra tudo como se fosse caixa preta. Isso é altamente prejudicial para o desenvolvimento do setor", disse ela, que incentivou: "Desencantem. abram a caixa preta, desmontem e entendam".

Joana defendeu que esse empoderamento precisa acontecer principalmente entre as mulheres: "A internet tomaria uma forma diferente se tivesse mais mulheres tocando nesses códigos e nesses direitos".

Ações micropolíticas

O poder de uma única pessoa ou de grupos pequenos fazerem a diferença na internet foi um dos pontos destacados pelo professor da Universidade Europeia de Madrid Javier de La Cueva. "Grupos pequenos de ativistas começaram a fazer ações políticas concretas e essas ações já fizeram cair quatro leis espanholas", disse ele, que acrescentou: "Não é necessário que sejamos muitos. É necessário ser politicamente consciente e estudar. Estudar e fazer".

O espanhol argumentou que o objetivo dos ativistas na internet deve ser a busca de mudanças internas no sistema. "É uma questão de como mudar o mundo de dentro, e não de como mudar o mundo sendo contra. Temos que ser proativos e não reativos".

Rio de Janeiro - Javier de La Cueva, advogado, ativista e professor da Universidade Europeia de Madri, participa do encontro global Emergências que debate o tema Internet como Espaço Público (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Javier de La Cueva, advogado, ativista e professor da Universidade Europeia de Madri, participa do encontro global EmergênciasTânia Rêgo/ Agência Brasil

Para Javier, as opções e hábitos dos internautas são uma arma para fazer com que as corporações mudem na rede: "As empresas existem porque somos como somos. Se queremos que as corporações deixem de existir como são, temos que mudar o modo que somos como pessoas".

Para o pesquisador da Fundação Getúlio Vargas Luiz Moncau, há limites para o que se pode obter com a mudança de hábitos. "A gente precisa ter uma mudança nas atitudes, mas em uma tacada só as empresas podem derrubar muitas conquistas que obtivemos por mudança de hábitos. Se a gente não ocupar os espaços técnicos e qualificados, as nossas mudanças conquistadas por mudanças de hábitos acabam destruídas".

Discurso de ódio e anonimato

Um dos temas de maior destaque no debate foi o combate ao discurso de ódio na internet. Integrantes da plateia defenderam que haja maior punição e rastreamento dos responsáveis por esses discursos, mas os pesquisadores ponderaram que o direito ao anonimato é uma das principais defesas do cidadão na rede. Para o sociólogo Sérgio Amadeu, que preside o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação, excessos na vigilância na rede abrem portas para autoritarismos.

"Não é porque existe pedofilia, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro que temos que abrir mão da nossa privacidade para ter segurança. O discurso de ódio, os discursos transfóbico e homofóbico existem fora da internet. Existem nos botecos, nos corredores da universidade, em vários lugares. E existem leis contra isso. É preciso que se tenha uma melhoria das leis. É preciso que a polícia aja em prol da cidadania", disse o professor, que argumentou que a ausência de anonimato na rede não impede que os criminosos encontrem meios para praticar crimes. "Se começarmos a guardar os registros de conexão, vamos estar aumentando a vulnerabilidade das pessoas".

Via Agencia Brasil

Filme sobre Jean Wyllys arrecada R$129 mil em campanha de crowdfunding



A Lente Viva, produtora que está rodando o filme #eu_jeanwyllys, encerrou nesse fim de semana a campanha online que visava angariar fundos através de financiamento coletivo pelo site Catarse. Ao todo, a produção conseguiu arrecadar R$129.550 - quase R$10 mil a mais do valor estipulado para atingir a meta inicial de R$120.000.

O sucesso da campanha reflete a boa fase do deputado federal Jean Wyllys (PSOL), baiano radicado no Rio de Janeiro, eleito três vezes como "Melhor Congressista" pelo site Congresso em Foco e listado pelo jornal "The Economist" como uma das 50 personalidades mais importantes do mundo na luta pela diversidade, ao lado de nomes como a Prêmio Nobel Malala Yousufzai, ativista paquistanesa pela educação feminina, e Dalai Lama.

Com o valor arrecadado, a produtora garantiu a finalização e distribuição do documentário que promete tocar fundo nas feridas da politica nacional, bem como analisar os atuais valores fundamentalistas que têm crescido no seio da sociedade contemporânea brasileira.

Assista ao trailer oficial:

"A caminhada de Jean Wyllys como deputado federal é o fio condutor da nossa história. O filme revela os bastidores da sua atividade parlamentar em Brasília. Tudo capturado pelos olhos atentos de uma câmera discreta – mais interessada nos papos de corredor do que nos discursos da tribuna.

Só que #eu_jeanwyllys vai muito além do cinema político. O documentário observa sua interação com o público, da Parada Gay aos programas de televisão em São Paulo. Abre a intimidade do protagonista em seu apartamento no Rio de Janeiro e em sua terra natal, Alagoinhas, no Recôncavo Baiano.

Vale a pena bater na tecla: este longa-metragem não é uma peça publicitária encomendada pelo deputado Jean Wyllys. Mas, por tocar em temas polêmicos e por apresentar um político como protagonista, o filme enfrenta dificuldades para obter recursos via editais públicos e leis de incentivo fiscal”, explicam os produtores.