Comportamento

Mulher "desaparecida" junta-se ao grupo de buscas para encontrar a si mesma

Canyon Eldgja: foto meramente ilustrativa

Um acontecimento insólito ocorreu com uma turista e seu grupo de viagem, quando estavam de passagem pelo canyon Eldgja, na Islândia.

Durante uma parada do carro, uma mulher saiu para dar aquela "esticada nas pernas" e aproveitou para mudar de roupa. Quando voltou, os outros turistas não a reconheceram e rapidamente espalhou-se a notícia de que havia uma pessoa desaparecida.

A mulher não se identificou com a descrição da desaparecida, e não compreendeu que se tratava dela própria. Foi organizado um grupo de buscas com 50 pessoas, e a guarda costeira já se preparava para ativar a sua equipe de buscas.

Só pelas 03h da manhã locais é que alguém finalmente detectou o mal entendido, e que a pessoa que procuravam esteve o tempo todo com o grupo, apesar de estar com outra roupa. As buscas foram então canceladas. 

Humor: Cumpadre Washington e Beto Jamaica do É o Tchan pedem desculpas pelo Carnaval de 95

Cantor Cumpadre Washington encenando para comercial 

Depois de um comercial de cerveja resgatar o famoso lambadeiro dos anos 80 Beto Barbosa, agora foi a vez dos axézeiros do É O Tchan fazerem sucesso na internet, em um comercial de uma marca de sakê, lançado no dia de Yemanjá, 2 de fevereiro.

A brincadeira, conduzida por uma suposta entrevistadora, sugere que os carismáticos cantores e compositores do Tchan, Beto Jamaica e Cumpadre Washington, estão reavaliando a bagunça e o 'barulho' que causaram no Carnaval de 1995 e pedem desculpas ao público com uma surpresa.

Assista ao vídeo abaixo e divirta-se:

 

 

 

   

Dia Nacional das HQs: conheça a desenhista Lila Cruz e o projeto autobiográfico "38 Dias"

Lila Cruz desenhando na mesa de um bar afro-cubano em Paris (Foto: Leandro Sanção)

Conheci Lila Cruz, 27, quando era editora de Cultura do Portal iBahia, em Salvador (BA). A inquieta e talentosa desenhista virou blogueira daquele veículo e desde então passei a admirar sua arte, dedicação e acima de tudo o humor inteligente das suas tirinhas de traços cativantes.


Passados alguns meses desde a minha saída do Brasil estivemos próximas novamente, mas agora do outro lado do Atlântico, em terras britânicas. Lila estava viajando há quase 40 dias pela Europa, onde vinha registrando crônicas da trip mochileira em textos e quadrinhos divertidos. Pra quem não acompanha a moça pelas redes sociais, a boa notícia é que os melhores "causos" e lugares da viagem, em breve, vão compor o projeto "38 Dias", que vai ganhar um site e um livro.

E para celebrar a passagem do Dia Nacional das Histórias em Quadrinhos, que tal conhecermos um pouco mais sobre essa jornalista baiana que vem ganhando espaço no mundo das ilustrações e desenhos em quadrinhos no Brasil?

Confira o bate-papo com Lila Cruz:

Lívia Rangel - Fala um pouquinho de você... onde nasceu, como começou a sua história com o desenho...
Lila Cruz - Nasci aqui mesmo, em Salvador. Sou formada em Jornalismo, e comecei a desenhar copiando as histórias da Turma da Mônica. Parei de desenhar por um tempo quando passei a fazer jornais no meu bairro, devia ter uns 10 anos. E fiquei um bom tempo sem desenhar direto, fazendo algumas coisas baseadas nos desenhos de TV que eu gostava.

ReproduçãoLR - O que te encanta no universo dos quadrinhos? 
LC - Quando estava perto do fim da escola, voltei a desenhar com mais frequência. Na faculdade passei a fazer quadrinhos sobre os professores, até que desenhei pra revista da faculdade. Não estava muito satisfeita com o meu traço, então comecei a estudar. Daí passei a buscar quadrinhos independentes, porque nunca gostei dos de super-herói.
E foi assim que me apaixonei pelas graphic novels e pelos quadrinhos autorais independentes.

LR - Tem um preferido?
LC - O primeiro que me deixou muito louca foi o "Retalhos", do Craig Thompson. Depois foi o "Fun Home", da Alison Bechdel. Gosto do fato de que eles (e muitos outros) conseguem contar de um modo bem complexo histórias de suas vidas, e outras histórias, num meio que geralmente era considerado coisa de criança. Tenho um amigo, o Augusto Paim, que faz excelentes trabalhos com o jornalismo em quadrinhos. E muitos outros estão aí, dando cada vez mais profundidade à linguagem.

LR - Hoje em dia existem mais mulheres nesse mercado como a Fefê Torquato. Poderia citar algumas que são referência para você?
LC - Nossa, temos muitas mulheres no mercado! Minhas referências no Brasil são muitas, entre elas a Ana Koehler, que me ensinou muita coisa, e a Lu Caffagi, que tem um traço lindíssimo. Fora do Brasil, a Alison Bechdel é uma mulher de que me inspira bastante, além da Aisha Franz, uma quadrinista alemã que conheci e que me mostrou que o importante é produzir e não passar uma década pensando no processo. Ah, tem muitas outras, a lista ficaria enorme. rs

LR - Por falar em produzir...você acabou de fazer uma viagem pela Europa que lhe rendeu boas historinhas. Como você pretende publicá-las?
LC - Sim, na verdade aquelas são as curtas que farão parte de uma sessão extra do livro em quadrinhos sobre a viagem. O livro se chama 38 Dias.


               Crônicas ilustradas com relatos divertidos de uma trip pela Europa darão o tom do projeto "38 Dias"

LR - O "38 Dias" é um guia ilustrado para viajantes na Europa?
LC - As tirinhas são ilustrativas da experiência da viagem. A HQ conta a história da viagem, mas também fala sobre as cidades e os lugares onde fomos. Por exemplo, conto coisas como o dia que perdemos um vôo, mas também falo de lugares onde comi muito bem em Madri.

"A HQ conta a história da viagem, mas também fala sobre as cidades e os lugares onde fomos"

ReproduçãoLR - Maravilha! Quais os países que entram na rota desses 38 dias?
LC - Foram quatro países: Portugal, Espanha, França e Inglaterra.

LR - Já tem editora à vista ou é um projeto independente?
LC - Por enquanto é um projeto independente, até para que eu me sinta mais à vontade com a produção. Mas também vou fazer uma versão em inglês, para encaminhar às editoras da Europa. A previsão para que ele fique pronto é dezembro deste ano.

LR - Quem quiser conhecer mais sobre você e o seu trabalho, como faz?
LC - As pessoas que quiserem podem acompanhar o "38 Dias" (e outros projetos também) pelo colorlilas.com e pelo quadrada.colorlilas.com, que vai reunir o processo, extras e histórias do "38 dias", a Nostálgica (uma revista em quadrinhos sobre algumas histórias de minha infância) e o De Dentro da História - um livro de colorir baseado numa exposição que fiz no ano passado.


Onda retrô: consumo de discos em vinil reaquece mercado da música




Se existe uma forma de arte consumida por praticamente todas as pessoas é a música. Desde o advento do vinil, passando pelas fitas K7, pelo CD até a chegada das MP3 foram muitos os avanços e investimentos em novos formatos de mídia - sejam eles analógicos ou digitais, em diferentes suportes.


Ao longo dos últimos 10 anos, essa "moda retrô" vem se espalhando por todo mundo, inclusive no Brasil, onde o consumo de vinil, para surpresa de muitos, vem voltando com tudo chegando a crescer em até 100% em 2012.

Remando contra a maré do universo digital, após 20 anos à margem de um mercado dominado pelos CDs, as vendas dos discos de vinil tem encontrado novo fôlego, com cada vez mais artistas lançando suas obras neste suporte. Também existem os relançamentos, que vem em formato de luxo, com álbuns duplos, seguidos de belos encartes.

No Rio de Janeiro está localizada a única fábrica de LPs de toda a América Latina: a Polysom. De olho nesse reaquecimento de mercado, a fábrica, que fica em Belford Roxo, passou por um processo de remontagem e preparação para atender às novas demandas de produção. Em 2012 os números de produção foram de 24 mil LPs e 12 mil compactos. E há um crescimento previsto para 2013.

De acordo com a IFPI – International Federation of Phonographic Industry, orgão que faz a análise do Mercado de áudio no mundo, as vendas de discos de vinil em 2012 foram de U$ 117 milhões, o maior valor em mais de 15 anos.

Desde 2007, acontece em Abril em todo o mundo, o Record Store Day, que é um evento anual promovido por lojas e estabelecimentos dedicados à venda de discos, muitas delas exclusivamente focadas no vinil, que celebra a vitória das lojas independentes sobre a crise na indústria musical. O evento conta com a participação de artistas, acontecem shows, tardes de autógrafos, lançamentos especiais e tem tido grande sucesso com ótima resposta de público.

No Reino Unido, formam-se filas em frente as lojas e o evento vem sendo tido como uma nova espécie de Carnaval, dada a popularidade alcançada. (ver foto e vídeo).

Dizem que a história gira em círculos, o “novo” de hoje se torna o “velho” de amanhã e vice-versa. A volta do vinil, o formato mais clássico de suporte de música para o ouvinte, além de trazer nova luz no combate à pirataria, resgata o bom e velho sentimento de se ouvir música – com tempo pra se dedicar a ela.