Comportamento

Filme sobre Jean Wyllys arrecada R$129 mil em campanha de crowdfunding



A Lente Viva, produtora que está rodando o filme #eu_jeanwyllys, encerrou nesse fim de semana a campanha online que visava angariar fundos através de financiamento coletivo pelo site Catarse. Ao todo, a produção conseguiu arrecadar R$129.550 - quase R$10 mil a mais do valor estipulado para atingir a meta inicial de R$120.000.

O sucesso da campanha reflete a boa fase do deputado federal Jean Wyllys (PSOL), baiano radicado no Rio de Janeiro, eleito três vezes como "Melhor Congressista" pelo site Congresso em Foco e listado pelo jornal "The Economist" como uma das 50 personalidades mais importantes do mundo na luta pela diversidade, ao lado de nomes como a Prêmio Nobel Malala Yousufzai, ativista paquistanesa pela educação feminina, e Dalai Lama.

Com o valor arrecadado, a produtora garantiu a finalização e distribuição do documentário que promete tocar fundo nas feridas da politica nacional, bem como analisar os atuais valores fundamentalistas que têm crescido no seio da sociedade contemporânea brasileira.

Assista ao trailer oficial:

"A caminhada de Jean Wyllys como deputado federal é o fio condutor da nossa história. O filme revela os bastidores da sua atividade parlamentar em Brasília. Tudo capturado pelos olhos atentos de uma câmera discreta – mais interessada nos papos de corredor do que nos discursos da tribuna.

Só que #eu_jeanwyllys vai muito além do cinema político. O documentário observa sua interação com o público, da Parada Gay aos programas de televisão em São Paulo. Abre a intimidade do protagonista em seu apartamento no Rio de Janeiro e em sua terra natal, Alagoinhas, no Recôncavo Baiano.

Vale a pena bater na tecla: este longa-metragem não é uma peça publicitária encomendada pelo deputado Jean Wyllys. Mas, por tocar em temas polêmicos e por apresentar um político como protagonista, o filme enfrenta dificuldades para obter recursos via editais públicos e leis de incentivo fiscal”, explicam os produtores.

Video! Especialista fala sobre como 'tomar as rédeas das suas reações'

Como você reage às situações inesperadas? Se aborrece, perde o controle, grita, xinga, se entristece, desiste....

Estudos mostram que os fatos que acontecem conosco podem ter finais melhores ou muito piores, dependendo do tipo de reação que decidimos ter.

A psicóloga e couching Ana da Luz, especialista em treinamento pessoal e profissional, exemplifica isso, no vídeo que você confere abaixo, mostrando como podemos ser mais eficazes na nossa vida diante de situações inesperadas.

Confira!

Dia das mães: Anistia Internacional convoca filhos a ajudarem em campanha solidária

©Mariana Baptista/Anistia Internacional Brasil
Neste Dia das Mães, a Anistia Internacional está convocando apoiadores ao redor do mundo para atuar por outras mães: mulheres ativistas que lutam pelos direitos de suas famílias e comunidades. Na promoção-cidadã, o apoiador faz uma doação de R$50 ou mais para ajudar uma mãe em necessidade e ganha de brinde um cartão de Dia das Mães.

"A sua doação garante o nosso trabalho pela libertação de prisioneiras de consciência, a proteção de defensoras de direitos humanos e pelo fim da violência contra a mulher, entre outras ações de direitos humanos. São mulheres que tiveram seus direitos fundamentais violados e precisam da sua ajuda para obter justiça e passar um Dia das Mães tranquilo com sua família", explica o texto oficial.

Conheça alguns casos em que a Anistia Internacional interviu com sucesso e/ou continua em campanha:

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Claudia Medina, México
Militares invadiram a casa de Claudia Medina durante a madrugada. Levaram-na para um quartel onde foi torturada e forçada a assinar uma falsa confissão dizendo que pertencia a uma quadrilha de tráfico de drogas. Sua vida foi virada de cabeça para baixo. “Não pude mais ser uma mãe cem por cento para meus filhos,” ela disse. Claudia teve de bater de porta em porta buscando justiça. Dois anos depois do ocorrido, com pressão e visibilidade internacional para seu caso, as acusações contra ela foram finalmente retiradas.

Yorm Bopha com a mãe depois de libertada

Yorm Bopha, Camboja
Ativista pelo direito à moradia, Yorm Bopha é uma apaixonada defensora de sua comunidade no Camboja, onde milhares de pessoas têm sido removidas de suas casas pelo governo. Yorm foi presa com uma acusação falsa, mesmo sem existir nenhuma prova contra ela. Um ano depois, após muita pressão internacional, ela foi libertada sob fiança e pôde se reunir com seu filho e família. Yorm segue defendendo o direito à moradia adequada em seu país.

Dilorom Abdukadirova

Dilorom Abdukadirova, Uzbequistão
Preocupada com a situação econômica de seu país, Dilorom participou de uma manifestação. Quando a polícia começou a atirar contra a multidão, ela fugiu. Centenas de pessoas foram mortas naquele dia. Dilorom conseguiu passar alguns anos como refugiada em outros países, mas decidiu voltar, com saudade de seus quatro filhos. Ao chegar no aeroporto, ela foi presa, condenada a 18 anos de prisão e submetida a maus-tratos. A Anistia segue pressionando o governo pela libertação de Dilorom, para que ela possa voltar para casa e rever sua família.

Ajude a fazer com que essas e outras famílias possam passar um Dia das Mães unidas. Dê um presente que pode fazer a diferença.

Confira aqui a arte do cartão que você ganha ao doar R$50 ou mais:

Fofura! Relembre o momento em que o Charlie Brown conhece o Snoopy

O site Razões para Acreditar encontrou uma pérola para encher de alegria os corações dos fãs de desenho animado. É o episódio em que o garotinho Charlie Brown se encontra pela primeira vez com o seu fiel amigo, Snoopy.

Confira!

OAB cria Comissão da Verdade sobre a Escravidão


A ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), Ideli Salvatti, participa da cerimônia de posse da Comissão Nacional da Verdade da Escravidão Negra (Elza Fiúza/Agência Brasil)

Ccerimônia de posse da Comissão Nacional da Verdade da Escravidão Negra - Elza Fiúza/Agência Brasil

Resgatar a história da população negra no Brasil, inclusive as atrocidades cometidas à época da escravatura, para fazer sugestões de políticas públicas e ações afirmativas para construir uma igualdade plena no pais – este é o objetivo da Comissão Nacional da Verdade sobre a Escravidão Negra criada pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados Brasil (OAB).

Inspirado na Comissão Nacional da Verdade, que investigou o período da ditadura militar no Brasil, o grupo, composto por 57 membros – dez advogados, 35 consultores e 15 convidados do Judiciário e do Ministério Público – terá prazo de dois anos para concluir o trabalho. A expectativa é que um relatório parcial das atividades seja divulgado no final deste ano, já o documento final está previsto para dezembro de 2016.

“Queremos buscar todas aquelas ações da escravidão que persistem até hoje e fazem do país um campeão da luta contra a desigualdade, da discriminação e do racismo. É preciso que investiguemos a fundo os fatos da escravidão, assim como a Comissão Nacional da Verdade investigou fatos da ditadura e da tortura que persistem até hoje, a nossa comissão também pretende abolir, encerrar, banir os fatos que existem na escravidão até hoje”, destacou o presidente do colegiado, que tomou posse hoje, Humberto Adami.

Para a realização dos trabalhos, a ministra de Direitos Humanos, Ideli Salvatti, disse que o governo federal estará à disposição para ajudar no que for necessário. A comissão também terá parcerias com entidades como a Fundação Zumbi dos Palmares, o Instituto de Pesquisa e Estudos Afro-Brasileiros (Ipeafro) e o Instituto Nzinga Mulher Negra, além de universidades brasileiras.

Apesar do esforço no âmbito da OAB, o presidente da entidade, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, cobrou do governo federal uma comissão nos moldes da que foi empossada hoje pela Ordem. “Somos um só Brasil. Queremos uma nação de iguais. O fim do racismo e do preconceito, não admitindo a intolerância e a discriminação, são fundamentais para a construção de uma sociedade justa, solidária e fraterna.”

A cerimônia de posse da comissão teve a apresentação da banda mirim do Olodum, de Salvador; da cantora Martinha do Coco e do grupo Tambores do Paranoá, do Distrito Federal. Quilombolas de Paracatu, em Minas Gerais, também se apresentaram no evento.

A ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), Ideli Salvatti, participa da cerimônia de posse da Comissão Nacional da Verdade da Escravidão Negra (Elza Fiúza/Agência Brasil)

         A  banda  mirim  do  Olodum  tocou  na  cerimônia  de  posse  da  comissão       Elza  Fiúza/Agência  Brasil

*Via Agência Brasil