Cultura e Arte

Ator britânico Christopher Lee (Drácula / Senhor dos Anéis) morre aos 93 anos

O vilão Saruman de 'O Senhor dos Anéis'

O lendário ator britânico Christopher Lee, famoso por interpretar Drácula e o maligno Saruman em "O senhor dos anéis" e em "O Hobbit", morreu no domingo (7), aos 93 anos,  informa nesta quinta-feira (11) o jornal "The Telegraph".

De acordo com a publicação, ele estava internado havia três semanas em um hospital de Londres, na Inglaterra, para se tratar de insuficiência cardíaca e respiratória. A publicação diz ainda que a esposa de Lee optou por adiar o anúncio da morte porque queria, antes, avisar os familiares.

Lee em 'Drácula, o príncipe das trevas' de 1966

Christopher Lee nasceu em Londres em 27 de maio de 1922. Ficou famoso pelos papéis em filmes de terror na década de 1950, mas nos últimos 15 anos foi apresentado a uma nova geração de fãs.

Assista ao filme Horror of Dracula na integra: 

 

Venda de livros no Brasil cresceu menos de 1% em 2014, mostra CBL

A venda de livros no Brasil cresceu menos de 1% em 2014, informou nesta quarta-feira (3), o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e a Câmara Brasileira do Livro (CBL), no Rio de Janeiro.

Pesquisa encomendada pelas entidades mostra, que a triagem média cresceu 9,3%, revelando que a aposta das editoras, ano passado, era arriscar o mínimo possível com novos títulos.

Por outro lado, os livros digitais, que correspondem a uma fatia pequena do mercado editorial, se mantém em alta. O faturamento passou de 13 milhões em 2013 para 17 milhões em 2014, considerando apenas os e-books produzidos no país. Ao todo, o setor faturou R$ 5,4 bilhões no ano passado.

A pesquisa foi elaborada pela Fundação Instituto de Pesquisa Econômicas (Fipe), da Universidade de São Paulo, com base em uma mostra com 733 editoras cadastradas pelas entidades.

Via EBC

Moradores do Rio ganham passaporte para visitas gratuitas a 43 museus


Uma parceria entre o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e a prefeitura do Rio de Janeiro permitiu o lançamento, no último dia 14, do Passaporte dos Museus Cariocas, que consiste em uma caderneta de bolso com informações sobre 43 museus da cidade, com a qual seus portadores terão acesso gratuito às instituições em dias específicos da semana. O passaporte foi apresentado no Museu da República, no bairro do Catete, como parte das comemorações dos 450 do Rio.

O presidente do Ibram, Carlos Roberto Brandão, destacou, à Agência Brasil, que, mais importante do que a questão financeira envolvida – até porque muitas instituições já têm entrada gratuita – é o estímulo a visita aos museus que o passaporte proporciona, com o espaço a ser carimbado a cada instituição visitada.

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“É uma tentativa de nos articularmos com o público do Rio de Janeiro, de fomentar a visita aos museus. Cada museu aderiu voluntariamente e ficou livre para fazer sua proposta de gratuidade. O público vai ter, então, acesso aos museus. Com o passaporte, que vai ser carimbado a cada visita, as pessoas terão uma lembrança para guardar dos museus que visitaram nos 450 anos do Rio”, disse Brandão.

Ele lembrou que os museus da cidade foram estimulados a montar exposições que tenham alguma relação com o aniversário da cidade e destaca que o passaporte pode ajudar as pessoas a organizar seus roteiros culturais. O documento tem validade até o fim do ano, mas o secretário municipal de Cultura, Marcelo Calero, adianta que a ideia é continuar o projeto em 2016, ano olímpico. “Já levamos ao Ministério da Cultura, para que possa haver nova edição do passaporte em 2016, aproveitando o grande número de visitantes que a cidade terá, com os Jogos Olímpicos e Paralímpicos." Calero disse que este é o primeiro passo para que os cariocas, visitantes nacionais e estrangeiros tenham mais acesso e conhecimento sobre os museus da cidade, que "guardem verdadeiros tesouros ao alcance de todos, com um trajeto bem curto, às vezes de ônibus ou até mesmo a pé”.


"É uma tentativa de nos articularmos com o público
do Rio de Janeiro, de fomentar a visita aos museus", 
presidente do Ibram, Carlos Roberto Brandão



O engenheiro Felipe Ribeiro Lopes foi visitar o Museu da República e aproveitou para pegar o passaporte. “Quero visitar o Museu Aeroespacial, tem muitos [museus] que eu não conheço ainda, vou aproveitar o passaporte para fazer um itinerário melhor. Até o final do ano quero conhecer quase todos.”

Morador de Manaus, o instrutor de autoescola Ronaldo José Correia Horta também pretende aproveitar o benefício, já que vem ao Rio com frequência para visitar uma filha. “É interessante adquirir o passaporte, porque não moramos aqui, mas nossa filha está morando aqui, agora, e vimos frequentemente visitá-la. Então, isso será de grande ajuda. Já visitamos museus no Rio e existem outros que queremos conhecer, como o Museu da Seleção, que fica na Tijuca.”

O acervo histórico do Maracanã não está na lista dos museus incluídos no passaporte. Moradora do Complexo da Maré, na zona norte do Rio, a atriz e contadora de histórias Marilene Nunes considera a iniciativa importante para popularizar o acesso aos bens culturais. “Muitas pessoas, inclusive na Maré, tinham uma ideia de que museu é coisa em que só a elite podia entrar. A partir do momento em que o Museu da Maré foi construído, elas passaram a ir ao museu e a conhecer outros. Então, acho importantíssima essa iniciativa, porque vai ajudar todo mundo da comunidade a frequentar museus. Eu mesma vou a todos, mas tem alguns que ainda não conheço”, afirmou Marlene.

A tiragem inicial do Passaporte dos Museus Cariocas é de 50 mil exemplares, que serão distribuídos gratuitamente em seis pontos: museus Nacional de Belas Artes, da República, de Arte do Rio, Aeroespacial e Centro Cultural Banco do Brasil, além do Imperial (em Petrópolis).

Museus participantes:

  • Biblioteca Nacional
  • Casa Daros
  • Casa do Patrimônio Ferroviário do Rio de Janeiro (antigo Museu do Trem)
  • Casa do Pontal
  • Casa França Brasil
  • Centro Cultural Banco do Brasil
  • Centro Cultural Correios
  • Centro Cultural Municipal Oduvaldo Vianna Filho (Castelinho do Flamengo)
  • Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas
  • Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica
  • Memorial Municipal Getúlio Vargas
  • Museu Aeroespacial
  • Museu Bispo do Rosário
  • Museu Casa da Hera
  • Museu Casa de Benjamin Constant
  • Museu Casa de Rui Barbosa
  • Museu Chácara do Céu
  • Museu da Justiça do Estado do Rio de Janeiro
  • Museu da Maré
  • Museu da República
  • Museu da Vida
  • Museu de Arte do Rio
  • Museu de Arte Moderna
  • Museu de Astronomia e Ciências Afins
  • Museu de Ciências da Terra
  • Museu de Favela
  • Museu de Folclore Edison Carneiro
  • Museu do Índio
  • Museu do Meio Ambiente
  • Museu Histórico da Fortaleza de São João
  • Museu Histórico do Exército e Forte de Copacabana
  • Museu Histórico Nacional
  • Museu Imagens do Inconsciente
  • Museu Imperial
  • Museu Militar Conde de Linhares
  • Museu Nacional
  • Museu Nacional de Belas Artes
  • Museu Naval
  • Museu Villa-Lobos
  • Museus Raymundo Ottoni de Castro Maya - Museu do Açude
  • Paço Imperial
  • Palácio Tiradentes
  • Sítio Roberto Burle Marx

 

Via Agência Brasil

Na rede: Biblioteca Nacional oferece exposição virtual de Caio Prado Jr

A Fundação Biblioteca Nacional (FBN) promove exposição virtual sobre um dos maiores intelectuais brasileiros de todos os tempos, o historiador Caio Prado Júnior (1907-1990).


A iniciativa, da coordenadoria de pesquisa da Biblioteca Nacional, apresenta a versão online da exposição "O Centenário de Caio Prado Junior" no Acervo da Biblioteca Nacional (BN), que foi exibida entre 19 de abril e 15 de maio de 2007.

A coordenadora da BN Digital, Ângela Bittencourt, explica que o objetivo é tornar o conteúdo e acervo disponíveis a todos. "Temos a missão de divulgar o acervo precioso da BN. A digitalização nos permite disseminar virtualmente, sem barreiras geográficas", afirma. "O que houve de exposição local, transformamos em digital para que possa ser acessado para todo mundo. É uma forma de democratizar todo esse trabalho."

Autor do clássico "Formação do Brasil Contemporâneo" (1942), Caio Prado lançou mão das teorias marxistas no estudo da história do Brasil e contribuiu para melhor conhecer e pensar o país. Ele fez parte da geração dos grandes intérpretes da formação brasileira, ao lado de Gilberto Freyre (1900-1987) e Sergio Buarque de Holanda (1902-1982).

A exposição não mostra toda a sua extensa bibliografia, mas propõe despertar o interesse dos visitantes por ela. Além de intelectual renomado, Caio Prado também foi um dos mais importantes editores de livros do Brasil, ao fundar a prestigiosa Editora Brasiliense na década de 1940.

A Bibliotena Nacional mantém site dedicado a exposições virtuais em que o leitor tem acesso também à "Rio cidade-paisagem", que mostra o Rio de Janeiro antigo, com mapas, fotos e periódicos e à "Mestres da Gravura", com seleção de gravuras do acervo da BN, grande parte delas, da Real Biblioteca portuguesa.


Via @MinC

Mia Couto representa literatura de língua portuguesa no Man Booker International Prize

O escritor e biólogo moçambicano Mia Couto - admirador de Guimarães Rosa e um apaixonado pelas lendas indígenas e o folclore brasileiro - está entre os finalistas do Man Booker International Prize. É a primeira vez que um escritor de língua portuguesa é indicado ao Prêmio. O vencedor da edição de 2015 será anunciado em Londres, no dia 19 de maio. 

A lista de dez escritores, de diversas partes do mundo, foi anunciada nesta terça-feira, na Universidade da Cidade do Cabo, África do Sul, e inclui também: o argentino César Aira, a libanesa Hoda Barakat, Maryse Condé, de Guadalupe, a americana Fanny Howe, o líbio Ibrahim Al-Koni, o húngaro László Krasznahorkai, o congolês Alain Mabanckou, a sul-africana Marlene van Niekerk e o indiano Amitav Gosh. 

O júri destaca o carácter “preciso” e “profundo” com que a língua é utilizada nas “histórias de civilização e barbárie” de Mia Couto, o primeiro moçambicano a figurar na lista final do Booker International. “Ele tece em conjunto a tradição viva da lenda, poesia e canção. As suas páginas estão cravejadas de imagens surpreendentes”, referiu o júri, que destaca entre a sua obra livros traduzidos para inglês como Terra Sonâmbula, O Último Voo do Flamingo ou Jesusalém.

O Man Booker International atribui um prêmio monetário de 60 mil libras (cerca de 82 mil euros) ao vencedor.

Mia Couto
Além de considerado um dos escritores mais importantes de Moçambique (África), é o escritor moçambicano mais traduzido. Em muitas das suas obras, Couto tenta recriar a língua portuguesa com uma influência moçambicana, utilizando o léxico de várias regiões do país e produzindo um novo modelo de narrativa africana. Terra Sonâmbula, o seu primeiro romance, publicado em 1992, ganhou o Prémio Nacional de Ficção da Associação dos Escritores Moçambicanos em 1995 e foi considerado um dos dez melhores livros africanos do século XX por um júri criado pela Feira do Livro do Zimbabué. 

Em 2013 foi homenageado com o Prêmio Camões, que lhe foi entregue pelas mãos do presidente de Portugal Cavaco Silva e da presidente do Brasil, Dilma Rousseff.

Mia Couto tem uma obra literária extensa e diversificada, incluindo poesia, contos, romance e crônicas. Muitos dos seus livros são publicados em mais de 22 países e traduzidos em alemão, francês, castelhano, catalão, inglês e italiano.