Cultura e Arte

Cientista brasileira doa dinheiro de prêmio para reforma de aeroporto no Piauí

Em 2013, a cientista e arqueóloga brasileira Niède Guidon foi eleita como o maior nome da Cultura no Brasil, na 12ª edição do renomado Prêmio da Fundação Conrado Wessel. Ela é a idealizadora e diretora da Fundação Museu do Homem Americano, criada em 1986 no Piauí, sobre a ocupação humana na região do Parque Nacional da Serra da Capivara (PI). Como reconhecimento pelo seu trabalho, ela ganhou R$300 mil da Fundação.

O que ela fez com o prêmio? Niède não teve dúvidas: destinou boa parte dessa quantia para acelerar as obras do aeroporto de São Raimundo Nonato, no Piauí. “Paguei o que deveria ter sido pago pelo governo do Estado”, contou Guidon, à revista da Fapesb.

Segundo a pesquisadora, existe uma verba do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a construção do Museu da Natureza no município vizinho de Coronel José Dias. Mas, para que o dinheiro seja liberado, o BNDES exige que o local seja turístico – por isso, é necessário que o acesso ao município conte com um aeroporto público.

Ela explica que o aeroporto de São Raimundo Nonato é registrado como particular e, para que seja homologado como público, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) exige um conjunto de obras no local.

"Existe uma verba do BNDES para a construção do Museu da Natureza no município vizinho de Coronel José Dias. Mas, para que o dinheiro seja liberado, o BNDES exige que o local seja turístico".

A arqueóloga prontificou-se a assumir despesas que seriam feitas pelo governo estadual por conta da urgência da homologação. Niède destinou R$ 100 mil para a contratação de funcionários e compra de materiais. “Foram instalados 16 postes de iluminação, sistema de drenagem do solo, levantamos muretas e limpamos o terreno”, diz ela. O pedido de homologação já foi encaminhado.

Assista ao Roda Viva com a cientista Niède Guidon

Ativista da História e da Cultura
Formada em História Natural pela USP, trabalhou no Museu Paulista, quando tomou conhecimento do sítio arqueológico de São Raimundo Nonato no Piauí, no ano de 1963. Especializou-se em arqueologia pré-histórica, pela Sorbonne, e especialização pela Universidade de Paris I.

Desde 1973, Niede integra a Missão Arqueológica Franco-Brasileira, concentrando no Piauí seus trabalhos, que culminaram na criação, ali, do Parque Nacional Serra da Capivara. Atualmente é Diretora Presidente da Fundação Museu do Homem Americano.

Os achados arqueológicos de Guidon levam a crer que o povoamento do continente americano se deu muito antes do que se acredita de ordinário. Enquanto a teoria mais comumente aceita do povoamento das Américas postula que os primeiros humanos chegaram no continente há 15.000 anos.

Já é Carnaval em Salvador: Furdunço abre a folia com trios sem cordas

Ju Moraes no Furdunço em SalvadorCantora Ju Moraes no Furdunço, em Salvador  (Foto: Divulgação)

O clima mágico do Furdunço, um dos maiores sucessos do último Carnaval de Salvador, deu início ao clima de festa na cidade, com o desfile de 26 atrações neste domingo (08), num pré-carnaval para o folião pipoca à beira do mar da Barra.

A programação começou às 13h nas imediações do antigo Clube Espanhol, com a concentração do Pedal Abre Alas, do Movimento Salvador Vai de Bike, uma trupe de ciclistas fantasiados que percorreu o trecho até o Farol. Em seguida, a Orquestra Jurema deu o tom musical do evento e iniciou a série de desfiles de atrações artístico-culturais que compõe a mistura do Furdunço.

O Furdunço reúne artistas de diferentes vertentes e estilos, mas que trazem em comum a proposta de valorizar o Carnaval de chão, a participação do folião pipoca e a irreverência. O movimento foi um sucesso nas duas aparições na edição do Carnaval de 2014, quando desfilou nos circuitos Osmar (Campo Grande) e Dodô (Barra-Ondina).

Ilê Aiyê agitou uma multidão no pré-carnaval baiano (Foto: Divulgação)

Dentre as atrações do Furdunço neste domingo pré-carnavalesco estão Armandinho e a Fobica, Ju Moraes, Adão Negro, Baiana System, Ilê Aiyê e Mr Armeng.

Fobica by Jamile Coelho

Mas também tem o grupo performático Mamulengo, o coreto Elétrico de Alex da Costa e o saudosismo do bloco Jacu, puxado por Waltinho Queiroz, que promete reviver os momentos de um dos blocos que fizeram história no Carnaval dos anos 70 em Salvador. A lista de atrações inclui ainda nomes conhecidos do público baiano, como a banda Estakazero, a música e a dança do afro Malê Debalê, o samba de Raiz do Batifun e o Alavontê.

BaianaSystem por Vallerie Tanure

PROGRAMAÇÃO:

Data – 08/02/2015
Percurso - Clube Espanhol ao Farol da Barra

13h - PERDAL ABRE ALAS
14h - ORQUESTRA JUREMA
14h10 – MAMULENGO
14h20 – QUABALES
14h30 - ALEX DA COSTA – CORETO ELÉTRICO
14h40 - PEIXINHO ELÉTRICO E BANDA MORANA
14h50 – ARMANDINHO e a Fobica
15h – MUQUIRANAS
15h10 – ALAVONTÊ
15h20 - JU MORAAES
15h0 - ILÊ AYIÊ
15h40 – EVA
15h50 - MALÊ DEBALÊ
16h - MIL MILHAS
16h10 - MR. ARMENG
16h20 - AMANDA SANTIAGO
16h30 – MUZENZA
16h40 - JACU – WALTINHO QUEIROZ
16h50 - ADÃO NEGRO
17h – BATIFUN
17h10 - ESTAKA ZERO
17h20 - VITROLA BAIANA
17h30 - OS MARCHISTAS
17h40 - BAIANA SYSTEM

*Com informações da Agência de Notícias da Prefeitura Municipal de Salvador

Conheça os filmes brasileiros presentes na 65ª edição do Festival de Berlim

O cinema brasileiro tem participação expressiva na 65ª edição do Festival Internacional de Cinema de Berlim – Berlinale -, que começou na última quinta (5) na capital alemã e vai até o próximo dia 15. Ao todo, 14 filmes brasileiros participam de cinco mostras do festival, enquanto 13 profissionais marcam presença no Berlinale Talents, o grande encontro de profissionais do setor.

De acordo com nota divulgada pela Agência Nacional do Cinema (Ancine), oito filmes e três profissionais estão na Berlinale, com o apoio da instituição. Na seção do festival destinada a trabalhos de vanguarda e experimentais, estão participando os filmes Brasil S/A, de Marcelo Pedroso, e Beira-Mar, de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher. As duas produções foram apresentadas ao curador Christoph Terhechte em outubro do ano passado, durante a oitava edição do Programa Encontros com o Cinema Brasileiro, promovido pela Ancine.

Confira o trailer de Brasil S/A:

Na mostra Panorama, foram selecionados para esta edição quatro filmes brasileiros: Sangue Azul, de Lírio Ferreira, que abre a mostra; Ausência, de Chico Teixeira; Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert; e Jia Zhang-ke, um Homem de Fenyang, de Walter Salles. Os três primeiros foram contemplados pelo programa de apoio da agência.

Os longas Beira-MarAusência e Sangue Azul também estão indicados ao prêmio Teddy, que o Festival de Berlim concede às melhores obras que abordem a temática LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e transgêneros). Em 2014, o vencedor nessa categoria foi um filme brasileiro, Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, de Daniel Ribeiro.

Veja o trailer de Beira-Mar:

Na seção Berlinale Shorts, dedicada aos curtas-metragens, o representante brasileiro é o filme Mar de Fogo, de Joel Pizzini. Na mostra NATIVe, de cinema indígena, que este ano terá como foco as produções da América Latina, o Brasil comparece com quatro filmes: Hepari Idub'rada, Obrigado Irmão, de Divino Tserewahú (1998); O Mestre e o Divino, de Tiago Campos Tôrres (2003); As Hiper Mulheres (Itão Keugü), de Carlos Fausto, Leonardo Sette e Takumã Kuikuro (2011); e Ma Ê Dami Xina - Já me Transformei em Imagem, de Zezinho Yube (2008).

*Via Agência Brasil

 

300 mil foliões curtiram blocos de rua, em pré-carnaval em Rio de Janeiro

Bloco Alegria Sem Ressaca

No último domingo do pré-carnavalesco, com sol e céu claro, milhares de foliões cariocas tomaram conta de ruas do centro e das zonas sul, norte e oeste do Rio, desfilando em dezenas de blocos. Na Avenida Presidente Vargas, a principal via do centro, o Bloco da Preta, comandado pela cantora Preta Gil, do alto de um trio elétrico, arrastou cerca de 300 mil pessoas, entre a Praça da República e o cruzamento com a Avenida Rio Branco.

Até o ano passado, o Bloco da Preta percorria a Rio Branco, agora parcialmente interditada para as obras para implantação de um veículo leve sobre trilhos. A mudança não desagradou aos foliões, como a representante de vendas Elaine dos Santos. “Eu vim de trem, desci na Central e vim pro bloco. Aqui é muito melhor do que andar até a Rio Branco. Está aprovado”, disse a foliã.

Ainda no centro, a manhã foi marcada pelo desfile, na área histórica da Praça Quinze, do Cordão do Boitatá, que sempre pede passagem com o tradicional Ô, Abre Alas, de Chiquinha Gonzaga. Considerado um dos blocos mais coloridos da cidade, devido ao grande número de foliões fantasiados de forma original, o Boitatá apresentou pela primeira vez uma ala de pernas de pau, atraindo cerca de 30 mil pessoas.

Embora com um número pequeno de participantes – cerca de 1.500 – um bloco que desfilou no final da manhã na Avenida Atlântica, em Copacabana, chamou a atenção por sua proposta: mostrar que a folia pode dispensar o álcool e as drogas. Iniciativa da Associação Brasileira de Alcoolismo e Drogas (Abrad), a banda Alegria sem Ressaca fez neste ano o seu décimo segundo desfile, tendo como rainha a cantora Teresa Cristina e como rei o ex-jogador Zico.

Além dele, o desfile contou com a participação de uma ala de jogadores e ex-jogadores de futebol, que levavam uma faixa com a frase Craque que é craque não usa crack. "Apoio esta campanha, porque acredito que carnaval é samba, fantasia e brincadeira. E penso que ficar longe das drogas é o melhor negócio para quem quer se dar bem, seja no esporte, ou em qualquer área”, disse o ex-craque do Flamengo e da Seleção Brasileira.

Para o psiquiatra Jorge Jaber, presidente da Abrad e idealizador da Alegria sem Ressaca, a banda pretende mostrar que no carnaval a pessoa não precisa perder o controle de sua mente para se divertir. Com base em sua experiência no tratamento de dependentes químicos, ele alerta para o grave problema do aumento do consumo de drogas.

A Banda Alegria sem Ressaca firmou uma parceria com o Cordão da Bola Preta, o mais tradicional bloco de rua do Rio de Janeiro, que leva às ruas do centro um público estimado em 1,5 milhão de pessoas na manhã do sábado de carnaval. “Nós vamos participar deste desfile, dentro da área reservada à diretoria do Bola Preta. Em um momento do desfile, o bloco vai dar uma parada e nós faremos um grande grito contra o uso de drogas”, antecipou o presidente da Abrad.

*Via Agência Brasil

Gratuito: galeria de arte inaugura exposição dedicada ao grafite brasileiro, em SP

Arte do grafiteiro Cranio na fachada da galeria Canvas

Foi dada largada a um dos maiores encontros do grafite brasileiro, em São Paulo. Na tarde desta quarta-feira, 28, o artista urbano Cranio pintou a fachada da Canvas Galeria de Arte, situada na zona sul da capital, que irá sediar uma exposição gratuita totalmente dedicada ao universo do grafite. 

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“Yes, nos temos a vanguarda. O grafite é um movimento expressivo com todas as propriedades para tomar conta de espaços como as galerias também”, afirma Rodrigo Brant, galerista da Canvas.

A galeria com a curadoria de Luis Maluf e parceria com o Escritório de Arte Soares Rodrigues deu o ponto de partida para uma iniciativa que conta com a exposição e também o lançamento de um livro fotográfico–documentário.

Para Cranio, renomado por suas obras não só na cidade mas também no exterior, a iniciativa é uma excelente oportunidade para a divulgação do movimento. “É sempre interessante levar o grafite para espaços nunca antes ocupados, como o bairro nobre do Jardim Europa, em São Paulo”.

A exposição de Grafite organizada pela Canvas será aberta em 28 de fevereiro.

Intervenção Urbano
Onde: Canvas Galeria de Arte
Avenida Europa- nº 715 São Paulo – SP
Entrada Gratuita.