Música

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Batera da Vivendo do Ócio, Dieguito Reis, encara o microfone e lança álbum solo; escute

Conhecido por seu trabalho como baterista da banda de rock Vivendo do Ócio, Dieguito Reis lança, nesta sexta-feira (14), o seu primeiro projeto solo: Patcharas. As 6 faixas do EP já estão disponíveis nas principais plataformas digitais. A capa, construída com “lixo” e “cacarecos”, tem assinatura do designer/diretor de arte Igor Andrade, e a produção musical é dos irmãos João e Peu Del Rey. 

Ouça o disco Patcharas completo aqui:


Deixando as baquetas de lado para cantar e compor, Dieguito Reis revela, em Patcharas, sentimentos e vivências pessoais para 
“contar a história de muitos”.


O projeto independente traz um mergulho do artista no universo do rap nacional, dialogando com o indie e elementos da música brasileira.

“Todo o processo de criação foi bem livre. Algumas composições já existiam e outras partiram do zero. No final, todas foram estudadas somando referências e influências mil. Nesse período, inclusive, estava ouvindo muito Contenção 33, Nova Era, Nois por Nois, Da Ganja e por aí vai. Em paralelo, tinha Shintaro Sakamoto, Majid Jordan, Arctic Monkeys, Curumin, Dominguinhos, Jorge Ben, Brupamu e uma série de sons diferentes que acabaram dialogando entre si. Não precisei me limitar a nada. Esse é o grande lance”, conta Dieguito.



FAIXA A FAIXA:
Abrindo os caminhos com um trap cheio de suingue baiano, “Favela Sincera” tem participação do vocalista Jajá Cardoso, também integrante da VDO. “Essa faixa fala das dificuldades que enfrentamos nas quebradas e como isso, de certa forma, nos deixa ainda mais fortes para qualquer luta fora dela”.

Em um boom bap de verão, o ótimo single  “Aqui não é Montevidéu” (veja o lyric vídeo abaixo) é uma parceria com Galf AC e Pablo Domingues. Track, que já tem videoclipe em vista, reflete sobre a importância de “valorizarmos quem somos e de onde viemos” e homenageia o bairro do Uruguai - perifa de origem do músico, vindo da cidade de Salvador.




Na sequência, “Homeshake Flow” traz Beatriz Oxe nos vocais e nas rimas.  

Com o sergipano Lau (Lau e Eu) e João Del Rey, “Remando Contra Maré” é mais um boom bap. Agora, com elementos de xote.

Entre as batidas do rap, indie e r&b, “Verão na Cidade sem Mar” foi escrita ao lado de Lau e Daniel Barreto, e conta com a participação de Peu Del Rey.

“Parando pra Pensar” encerra com um instrumental do próprio MC. “Tenho pirado em produzir beats e, se não me engano, esse foi o primeiro que fiz. Gosto de ouvir a Radio Lofi do YouTube e acabei me inspirando muito no que toca lá. Gravei guitarra, baixo e uns tecladinhos, dando uma onda mais orgânica”.

 

Cobertura: WOMEX 2017, uma reflexão sobre as fronteiras da World Music

Por Luana Bistane, direto da Polônia*

Womex 2017

Entre os dias 25 e 29 de outubro, Katowice, na Polônia, recebeu a edição 2017 da WOMEX – the World Music Expo. Durante 5 dias, a cidade polonesa viu transitar mais de 2.500 profissionais representantes de 90 países - entre eles, o Brasil.

Entre os showcases apresentados, com artistas garimpados em diversas partes do mundo, o Brasil foi representado pela sonoridade afropunk da banda paulistana Metá Metá (confira, em breve, a entrevista realizada com a banda).

Leia mais: Eleven Culture fez um tour pela expo WOMEX 2013; assista ao vídeo

Foram 07 palcos, 700 empresas participantes, palestras, filmes, shows de abertura e premiação de encerramento, compondo o que é considerado a maior plataforma de networking para a indústria do World Music.

São 05 dias de imersão, onde a descoberta não se traduz apenas na música, caminhar 200 metros representa cruzar a fronteira de novos idiomas, cores e sabores que vão traduzindo cada uma das múltiplas formas de entendermos nossa humanidade.


A correspondente especial e empreendedora cultural brasileira, Luana Bistane, no stand da BME na Womex 2017

WOMEX 2017

Fosse apenas um lugar de celebração, trocas e experiências, preencheria todas as expectativas, mas o curioso é a sensação que de alguma forma, quando se traduz em impactos efetivos na indústria musical, ou melhor dizendo, no mainstream da música, essa diversidade não deixa de estar, em muitos termos, encerrada dentro dos limites que demarcam o território mundo da WOMEX.

Veja como foi a cerimônia de abertura da WOMEX 2017, na Polônia:

Embora a própria existência da feira seja uma grande e fundamental conquista, ela também parece simbolizar a luta por preservação e circulação da maioria das culturas do mundo, ali representadas na música. Artistas de toda parte, que cumprem sonhos e traduzem linguagens simbólicas tão ricas quanto inacessíveis ao grande público.

"O evento é, sem dúvidas, 
um encontro vibrante,
um espaço que emociona
por transbordar a riqueza da
diversidade cultural mundial"

Música do mundo

Passamos a entender um pouco melhor este cenário, nos transportando ao surgimento do termo World Music, criado na década de 60, por Robert E. Brown, e com projeção internacional no final dos anos 80, quando a utilização de elementos musicais desconhecidos das culturas anglo-saxônicas, trouxeram um desafio a indústria da música: estabelecer um rótulo que fosse suficientemente abrangente para enquadrar tudo que se referia as músicas tradicionais e elementos sonoros representativos de todos os outros povos.

Desta forma, conteúdos tão diversos quanto dispares foram colocados dentro da prateleira chamada World Music, uma prateleira que caracteriza toda forma de expressão considerada tão distante que sequer é enxergada e reconhecido pela sua distinção, singularidade.

"(...) é fundamental uma reflexão
sobre quais caminhos serão precisos
serem traçados para transpormos
as fronteiras da World Music"


Como sugere o colunista do The Guardian, Ian Birrell, este termo, passados mais de 30 anos, não está apenas datado, como acaba sendo ofensivo a riqueza que encontramos na diversidade da música produzida.

Isto porque ao enquadrar também estigmatiza, e não colabora para romper com as barreiras hegemônicas que ainda são impostas e que dificultam a efetiva circulação de conteúdos diversos, seja por uma questão idiomática, de difusão ou simplesmente porque seus elementos musicais são tão pouco conhecidos que geram estranhamento e consequentemente dispersão da audiência.

Saindo da catarse que é vivenciar a experiência WOMEX, é fundamental uma reflexão sobre quais caminhos serão preciso traçar para transpormos as fronteiras da World Music, e conquistarmos a fragmentação deste rótulo em identidades culturais representativas das singularidades e de todas as infinitas misturas possíveis no encontro entre povos.

 

Luana Bistane empreendedora culturalSobre a autora

Formada em Comunicação e Produção em Cultura pela UFBA e Mestre em Gestão em Economia Criativa pela URJC- Madrid, Luana Bistane fica sediada em Lisboa.

Com larga experiência em políticas públicas de cultura, foi diretora executiva da Orquestra Sinfônica da Bahia. Suas experiências profissionais incluem também a produção da turnê "Concerto de Cordas e Máquinas de Ritmo" do renomado cantor Gilberto Gil, a produção da Semana de Moda da Bahia, festivais de Teatro, Dança e Música, gestão de carreira artística, dentre outros. Atualmente é Diretora Criativa da LadoBe Creative Agency, e business developer da startup Brigde for Billions.

 

 

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Campeonato Mundial vai escolher o melhor DJ do Brasil, em Curitiba

A final nacional do Red Bull 3Style, um dos maiores campeonatos mundiais de DJs, ocorre na sexta-feira, dia 03 de novembro, no tradicional clube Paradis, em Curitiba. Durante a noite, seis DJs brasileiros finalistas vão mostrar o seu talento nas pick-ups em busca de uma vaga na final mundial, que ocorre no ano que vem, em Cracóvia, na Polônia.

O júri é composto por DJs legendários e veteranos campeões do Red Bull 3Style, como o japonês Shintaro (vencedor em 2013), o chileno Byte (coroado em 2015) e Nedu Lopes, que já foi tricampeão brasileiro. Os três jurados também selecionaram os disc-jóqueis que disputam o título de melhor DJ do país na capital do Paraná.

Na competição Brasil estão: o curitibano DJ Morenno, Marquinhos Espinosa (de Campo Grande-MS), Cinara (de São Paulo-SP), Guto Loreiro (de Corumbá-MT) e os DJs Tucho e Nino (RJ)


Em 2016, quem representou o Brasil na final mundial foi o DJ A, brasiliense que incendiou o Rio de Janeiro e levou o troféu nacional para casa. Já em 2014 e 2015, a paulistana Cinara Martins, que compete este ano novamente, foi a nossa representante brasuca em duas etapas mundiais do Red Bull 3Style.

DJ A, o vencedor da final Brasil de 2016: 



DJ Cinara, representante do Brasil em 2014 e 2015:

SERVIÇO:

Quando: 03 de Novembro, sexta-feira, das 22h às 5h
Onde: Paradis - R. Paula Gomes, 306, São Francisco, Curitiba - PR. Tel.: (41) 3156-3955
Ingressos: R$ 30 na porta (não haverá venda antecipada)
Capacidade: 290 pessoas
Classificação: Proibido para menores de 18 anos
Acesso a deficientes, área de fumantes.