Música

Raimundos divulga capa de novo disco, Cantigas de Roda; confira a arte

ReproduçãoDepois de uma hiato de 11 anos, a icônica banda Raimundos está com tudo pronto para lançar novo disco de inéditas, intitulado Cantigas de Roda e que foi produzido com financiamento dos fãs. A arte da capa do álbum (na foto ao lado) foi divulgada nesta quinta-feira, no Facebook da banda.

Ajuda dos fãs 
O grupo brasiliense contou com o apoio de fãs nessa nova empreitada, que contribuíram com R$ 123 mil em sistema de crowdfunding. Em retribuição, quem colaborou recebeu com exclusividade nesta quinta, 6, um link por e-mail com o download das novas músicas.

A banda vem se comunicando com os fãs/apoiadores em comunicados pelo site e redes sociais. “Que tal os fãs colocarem a capa do #CantigasDeRoda como imagem de exibição no Facebook? Vamos lá!", incentiva a campanha na fan page do grupo. 

O Raimundos será uma das atrações brasileiras na edição deste ano do Lollapalooza em São Paulo. A produção do álbum é de Billy Graziadei, líder do Biohazard. 

Atualmente, integram a banda Raimundos: Digão (vocal), Canisso (baixo), Marquim Mesquita (guitarra) e Caio Cunha (bateria).

Uma das faixas do Cantigas de Roda, “Politics”, ganhou clipe em julho do ano passado, assista: 

Morre ícone da cultura negra no Rio Grande do Sul


O percussionista Giba Giba, ícone da cultura negra no Rio Grande do Sul, morreu na tarde desta segunda-feira. O cantor, compositor e instrumentista sofreu um choque hemorrágico após se submeter a uma cirurgia de remoção de parte do estômago. Giba ajudou a introduzir o tambor sopapo (na foto acima) na música gaúcha.

Giba Giba lutava contra um tumor no duodeno, motivo pelo qual foi operado em 20 de janeiro. Desde então, seu estado de saúde era frágil. Seu enterro aconteceu às 16h, de terça, no Cemitério São João (Rua Ari Marinho, 297), no mausoléu da Casa dos Artistas do Rio Grande do Sul.

Natural de Pelotas, Gilberto Amaro do Nascimento tinha 77 anos – mas, bem-humorado, preferia dizer que tinha 150. Cidadão emérito de Porto Alegre, o músico tem sua trajetória confundida com a história da música afro-brasileira no Sul do Brasil. Pesquisou as origens da cultura negra em sua cidade natal e deu início ao desenvolvimento da técnica do tambor sopapo, mais tarde espalhada por todo o Brasil.

Giba Giba idealizou e participou de espetáculos como a A Ópera dos Tambores, a Missa da Terra Sem Males e o show Sons do Universo, ao lado de Fernando do Ó, Giovani Berti, e o pianista Geraldo Flach. Em 1999, criou o projeto cultural CABOBU, que se desdobrou em festivais realizados em 2000 e 2001, unindo músicos brasileiros como Chico César, Naná Vasconcelos a percussionistas gaúchos como Sandro Cartier, em Pelotas. Em 1994, recebeu o Prêmio Açorianos de Melhor Disco por Outro Um. Também recebeu o Prêmio dos Palmares, pela atuação artística e cultural. Participou da premiada trilha sonora do filme Netto Perde a Sua Alma e do curta O Negrinho do Pastoreio. Foi tema samba-enredo do carnaval de Porto Alegre e representou o Brasil no Festival de La Paz. Nos últimos anos, foi conselheiro na Secretaria da Cultura do Estado para assuntos afro-brasileiros.

*Com informações do Zero Hora.

Aposta 2014: vocalista da Maglore fala sobre novo clipe, mudanças na banda e relembra o começo

DivulgaçãoDa esq. à dir.: Teago Oliveira (voz e guitarra), Felipe Dieder (bateria) e Rodrigo Damati (contrabaixo)

Surgida em 2009, em Salvador (BA), a banda Maglore, que emergiu da geração pós-Los Hermanos, é uma das apostas da Eleven Culture para o ano de 2014 (em breve vamos publicar uma lista de apostas 2014).

Com poucos meses de nascidas, as canções pop com toques de tropicalismo e psicodelia da Maglore caíram nas graças de um público cativo na capital baiana que lotavam e cantavam em coro nos shows. Pouco mais de um ano depois, os rapazes arriscaram alto e, assim como os conterrâneos da Pitty e Vivendo do Ócio, decidiram se mudar para São Paulo.

ReproduçãoDe lá pra cá, os músicos já realizaram mais de 300 shows pelo país afora, foram eleitos Revelação de 2011 pelo O Globo, lançaram bons videoclipes, um EP e dois elogiados álbuns (Veroz e Vamos Pra Rua), conquistaram parcerias de peso como Carlinhos Brown e agora começam a colher novos frutos maduros desses pouco mais de cinco anos de muito trabalho e desafios.

Videoclipes
Depois de lançarem no final de 2013 o clipe da faixa "Demais, Baby", nesta semana, a banda surpreendeu com o vídeo, em preto e branco, da canção "Espelho de Banheiro" (assista abaixo), onde a ex-BBB Angélica Morango - admirada por muitos ao assumir a sua homossexualidade em TV aberta - interpreta cenas fortes como uma prostituta em crise. As gravações aconteceram na capital paulista e as cenas com Morango foram gravadas na casa dos músicos. A direção é de Victor Marinho e conta com a participação de Edu.

Neste bate-papo, feito via chat numa conexão Londres - Salvador, o cantor e compositor relembra como tudo começou, faz um balanço da jovem carreira, fala sobre as expectativas para o ano que começa quente, comenta as mudanças na formação do grupo, o sucesso do novo clipe, a boa relação com os fãs e outras 'cositas' mais. 

Confira entrevista com Teago Oliveira (Maglore):

Lívia Rangel - De 2009 para cá muita coisa aconteceu... a começar pela mudança da banda da Bahia para São Paulo e os dois álbuns lançados. Já dá pra fazer um balanço dessa experiência?
Teago Oliveira - O início da banda pra mim foi uma surpresa muito grande, porque aqui em Salvador tudo foi muito rápido conosco. A galera espalhou nosso som quando a gente estava bem verde e tínhamos lançado um EP em 2009. Era apenas um registro que queria fazer, ter minha musiquinha. Daí a história começou a mudar e larguei tudo pra virar músico. Em 5 meses a gente já tinha participado de um festival em São Paulo, um na Bahia e fomos convidados pra tocar no Festival de Verão de Salvador. Foi quando a gente meteu o "pé na jaca" e, ainda que verdes, decidimos sair por aí e gravar logo nosso primeiro disco. O "Veroz" foi um disco muito verdadeiro, apesar de toda sua inocência. Na época, ficamos muito felizes mas desde o início a gente sabia que não iríamos fazer aquele som nos próximos álbuns.

Relembre o belo clipe do hit "Demodê" do disco Veroz:

L.R. - Como é a sua relação com a Bahia e São Paulo? O ambiente influencia na sua música?
T.O. - Como a estrada começou a ficar intensa, isso culminou na ida pra São Paulo. Cada vez que íamos tocar lá eu sentia que também deveríamos morar lá por um tempo. Nunca pensei em São Paulo como lugar pra vida inteira, mas hoje sou apaixonado pela cidade, apesar do meu lugar ser de fato Salvador. Porque é casa, lar. Então, eu posso morar nesses dois lugares se a vida me permitir. Morar em Sampa nos trouxe outra visão, facilitou algumas coisas relativas à banda, dificultou umas tantas outras. Nosso som estava em processo de mudança desde antes de nos mudarmos pra lá, e quando começamos a viver dentro da cidade esse processo se acelerou bastante. A gente já tinha o "Vamos Pra Rua" em mente. Quando começamos a produzir, percebemos que uma grande fatia do nosso público não ia, de início, aderir ao som, mas com o tempo muita gente foi deixando de estranhar e começando a entranhar. Hoje acho que estamos na nossa melhor forma, caminhando pra um substrato artístico que revela de forma mais direta o que somos e o que fazemos.

 "Acho que estamos na nossa melhor forma, caminhando pra um substrato artístico que revela de forma mais direta o que somos e o que fazemos"

DivulgaçãoL.R. - Você acha que a migração de talentos para as grandes metrópoles ainda é um diferencial necessário para quem pretende se profissionalizar no mercado musical brasileiro?
T.O. - Não acho. Acho que isso hoje não tem mais receita. A gente foi pra São Paulo porque queríamos a experiência de estar perto de onde a gente estava tocando, Rio-BH-Sampa e interiores, e pra conviver juntos, como banda. Morar em São Paulo também facilita os laços com a imprensa, de certa forma, mas não foi o que pesou ou o que definiu nossa ida pra lá.

L.R. - Acabamos de passar pela enxurrada de Retrospectivas e Melhores Momentos de 2013. Vamos Pra Rua foi bastante lembrado pela imprensa nacional e a banda vem sendo festejada como uma das apostas de 2014. Acredita que a banda atingiu a tal maturidade artística? O que mudou (ou não)?
T.O. - Eu acho que o tempo é muito importante para um artista. Eu gostaria de fazer muito mais. De ter uma obra, com discos suficientes, pra que possa ser vista a nossa existência ali. Hoje a vida de músico é bem difícil, mas acho que tudo o que a gente pode tentar fazer e tentar deixar é isso, nossa obra, nossas músicas e produções. Hoje estamos mais cientes de como fazer um disco do que antes, mas aí só o tempo vai dizer. Acho que a mudança foi natural. Nosso som tem uma abrangência grande, porque a gente é muito heterogêneo. A gente mexe com rock, pop, com MPB, com música baiana, com alguma coisa de psicodelia. É mais natural que a gente faça um trabalho mais diferente do outro, ainda que linkando as mudanças à nossa essência. É o que eu acho, posso estar falando a maior baboseira. (risos)

"Nosso som tem uma abrangência grande (...) tem rock, pop, MPB, música baiana e alguma psicodelia" 

L.R. - Essa semana vocês lançaram o clipe da música "Espelho de Banheiro", obviamente o mais impactante de vocês. Como se deu a escolha da Morango para estrelar o vídeo no papel da prostituta? Vocês acompanharam o processo de gravação? Fala um pouquinho desse clipe...

T.O. - Foi tudo lá em casa, em São Paulo. Nossa amiga, Marcia Godoy, viu que estavamos a procura de uma atriz pro clipe e trouxe Morango lá em casa. Victor, o diretor, ficou de cara e rolou a maior energia. Foi gravado em 12 horas. Acho que Morango se saiu super bem, porque essa atuação é aquela que se você não segurar a onda, fica aquela coisa espalhafatosa e fake. Ela e Edu, que contracena com ela, mandaram muito bem. Edu não é ator, mas é uma figura deveras talentosa.

Assista ao clipe "Espelho de Banheiro":

L.R. - Houve mudanças na formação da banda que era um quarteto e agora virou um power trio. Quem entrou, quem saiu?
T.O. - Isso já era de certa forma esperado. Na ida pra São Paulo todo mundo sabia o que podia acontecer. Saíram Nery e Léo e entrou Rodrigo Damati (contrabaixo). Os meninos saíram na maior tranquilidade. Graças a deus, não existiu briga nem nada. Foram problemas de ordem pessoal da vida deles que, infelizmente, impediram de continuar com o trabalho. Curioso que, Dieder (bateria) entrou na banda logo que nos mudamos pra São Paulo, com a saída de Igor. Mais curioso ainda é que quando eu montei o projeto, há quatro anos atrás, eu fiz duas ligações: uma pra Felipe Dieder, uma pra Rodrigo Damati. Eles dois tinham uma banda chamada Cerveja Café, junto com meu amigo que tenho muita admiração: Marceleza (que fundou a Suinga junto com Fox). A banda tinha acabado, Felipe tava na redação do (jornal) A TARDE, não topou, e Rodrigo foi morar em São Paulo, o que impossibilitou. Aqui estamos hoje no que hipoteticamente era a origem da banda.

L.R. - A Maglore é conhecida pela relação carinhosa com os fãs. Como é essa coisa de se chamar de "Binho" e "Binha"? (Risos) 
T.O. - Isso começou como brincadeira. Sabe essa coisa de Salvador de chamar a pessoa de ninho, inho, binho, coisinho? Uma amiga nossa começou a chamar a gente de Binho. Achamos engraçado e começamos a nos tratar assim pela internet. Aí a galera que curte e acompanha a gente começou a nos chamar assim também, aí já viu. 

L.R. - Mudando um pouco de assunto mas ainda falando de intimidades... Sempre penso como as composições acabam revelando o universo tão particular do autor...Como se dá a sua relação com a sua obra artística? 

T.O. - Eu tô velho, mas ainda tô me descobrindo. Eu gosto muito de detalhes, acho que a ideia, a poesia, a harmonia e a estética são coisas que andam juntas e gosto de ter cuidado com cada uma delas. As primeiras músicas da banda são sobre um relacionamento que tive. Depois acho que fui tentando me refinar e me aplicando desafios. Quando estou escrevendo demais procuro, nas próximas músicas, escrever o mínimo. Quando faço uma leva de músicas com muitos acordes, passagens e etc., na leva seguinte tento fazer o contrário, música de dois acordes e etc. O cotidiano é grande força de inspiração, mas na verdade não sei explicar como é o negócio. Eu acho que a gente que mexe com música, aliás, qualquer pessoa que exerça atividade artística, tem que estar sempre consumindo artes diversas. Sou músico, mas sou apaixonado por cinema, sempre estou revisitando uns poemas, vendo uns sites de galerias de arte, aprendendo sobre pintura, enfim. É tudo uma coisa só, no final.

"A gente que mexe com música, aliás, qualquer pessoa que exerça atividade artística, tem que estar sempre consumindo artes diversas"

L.R. - Prefere estúdio ou palco?
T.O. - Porra. E agora? (risos) Que pedrada. Acho que prefiro estúdio, mas só me sinto realizado no palco.

L.R. - Pra fechar. Quais os planos da Maglore para 2014?
T.O - Em 2014 a gente espera conseguir gravar o próximo disco, lançar mais clipes e receber uma proposta muito da decente pra a gente poder gravar um DVD (sem aquele esquema batido de palcão - banda - público).

"Esse ano queremos gravar o próximo disco, lançar mais clipes e receber uma proposta gravar um DVD"

L.R. - Os canais oficiais da banda, para quem quiser acompanhar pela web, são...
T.O. - maglore.com.br | facebook.com/maglore | youtube.com/maglorevevo

 

Após briga, Caetano e Tom Zé fazem as pazes com nova parceria musical


Uma foto publicada no Facebook de Tom Zé revelou a reaproximação dele com outro "monstro sagrado da MPB", Caetano Veloso, que ao que parece vai participar do novo disco de Tom Zé - uma sequência do EP lançado em 2013, Tribunal do Feicebuqui.

Os tropicalistas haviam brigado publicamente em novembro de 2008, quando o filho ilustre de Irará(BA) mandou Caetano "tomar no c..." ao dizer que o irmão de Maria Bethânia e "seu grupo baiano" haviam se apossado e se beneficiado "daquilo que era meu".

De acordo com nota do UOL, a confusão começou quando Caetano elogiou o álbum de Tom Zé, "Tropicália Lixo Lógico", em seu blog e recebeu um xingamento em resposta. O palavrão seria uma resposta aos tempos difíceis pelos quais Tom Zé passou, sem receber qualquer ajuda do amigo tropicalista. "Eu não posso aceitar agora o seu colo e do grupo baiano, que durante todos esses anos me separaram até do que era meu, enquanto gozavam todo o prestígio e privilégios", disse Tom Zé na época.

Em resposta, Caetano minimizou a crítica e falou em "ressentimento" de Tom Zé. "Eu não sou o grupo baiano. Eu sou eu. E você não precisa recusar um abraço meu para ser grato a quem o ajudou. Eu gosto de você. Não precisamos desses surtos de ressentimento", disse.

Amigos desde os anos 60, ainda em Salvador, Tom Zé e Caetano gestaram o movimento Tropicália, com a participação de Torquato Neto, Gilberto Gil, Capinam, Gal Costa. Nara Leão e Os Mutantes.

Relembre alguns sucessos da Tropicália de Tom Zé e Caetano:


Novo! Lucas Santtana divulga clipe em homenagem ao filho Josué; assista


O cantor e compositor baiano Lucas Santtana, radicado no Rio de Janeiro, lançou o seu mais novo clipe. Um dos mais celebrados artistas da nova geração da MPB compôs a música “Dia de Furar Onda no Mar” ao lado do filho, Josué, que recebe a homenagem em vídeo. A faixa integra o ótimo álbum O Deus Que Devasta Mas Também Cura.

As imagens foram feitas na praia do Arpoador, no Rio, e tem direção assinada pela cineasta e também cantora Ava Rocha, filha do "cinemanovista" Glauber Rocha. Ava registrou momentos praieiros e intimistas da família de Lucas no aniversário de 11 anos de Josué. O clipe tem ainda participação especial de Luciana Fróes.

Assista o clipe de "Dia de Furar Onda no Mar":

.