Música

30 anos na estrada: Zeca Pagodinho abre os bastidores da turnê 'Ser Humano'; assista

Com músicas inéditas e de sucesso, o sambista carioca Zeca Pagodinho apresenta o novo projeto "Ser Humano", que comemora os 30 anos de carreira do artista. Com o pé na estrada, o cantor e compositor abriu as portas da nova turnê para o VEVO Tour e mostrou as curiosidades dos bastidores, por onde circulam mais de 35 profissionais responsáveis pela produção e montagem do show.

Zeca conta que fica nervoso e tem medo de errar em suas novas canções, como "Amor pela metade", "Mangas e Panos", "A Monalisa" e "Ser humano", mas afirma que é bem acostumado com suas antigas canções. A música que leva o mesmo nome do novo álbum lançado, "Ser Humano", traduz o perfil humanista e generoso do cantor. "A música 'Ser Humano' veio na hora certa, nós precisamos falar disso para acabar com essa violência que está acontecendo. O Brasil não é assim, o Rio de Janeiro não é assim. Então, eu achei por bem, mandar esse alô", conta o sambista.

O show, que conta com a Banda Muleka, tem Paulão 7 Cordas na Direção Musical e o cenário faz referência ao mar, Xarém e São Jorge. A equipe faz questão de ficar sempre junta em viagens e ainda leva todo o equipamento próprio de palco para turnê, que rodará o Brasil nos próximos meses. Ah, e com certeza, a cerveja gelada não pode faltar!

O VEVO Tour é um programa exclusivo, no qual a produção acompanha os bastidores da turnê do artista e mostra todos os detalhes e curiosidades por trás dos palcos. Confira!

Assista:

Radiolaria (MG) é indicada ao Prêmio da Música Brasileira e lança novo clipe

Nova faixa tem produção musical de Marcelinho Guerra e arte do grafiteiro Ramar Gama

Lá em Manaus eles foram chamados de "Os Beatles de Minas Gerais”, em São Paulo foi dito que as letras poéticas e os refrões teimam em ecoar na memória, em Cuiabá, foram citados como candidatos a clássicos do rock de sua geração. Essas são algumas das opiniões da imprensa a respeito da banda belo-horizontina Radiolaria, não por acaso, indicada na última semana ao 26º Prêmio da Música Brasileira, na categoria Canção Popular | Melhor Grupo. Depois de um período longo na estrada divulgando o CD de estreia, Vermelho, e fazendo shows, a banda decidiu voltar ao estúdio para gravar um novo single.

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A nova música 'Beijo de Cinema', além de refletir um momento de mais maturidade e entrosamento entre a banda, está inserida no lugar onde o grupo pretendeu ocupar desde o início, em 2009, no qual canções sofisticadas, mas ao mesmo tempo carregadas de simplicidade e ‘mineiridade’, harmonias cuidadosas e arranjos e vocais vigorosos dão o tom do trabalho. Assim como aconteceu com Vermelho, que teve produção de Henrique Matheus e Thiago Corrêa, ambos da banda Transmissor, a nova canção é também fruto do olhar de Marcelinho Guerra, um dos produtores mineiros mais prestigiados da atualidade.


 
Depois da repercussão do primeiro videoclipe da banda, As Palavras, que esteve na programação dos canais Multishow e Bis, a Radiolaria está preparando outro material audiovisual para ser lançado com o single. “Um artista plástico irá fazer um grafite, inspirado pela música. Vamos captar esse processo de forma muito livre, de modo que não estamos focando no roteiro, mas, sim, no processo criativo da ideia”, adianta o guitarrista Felipe Barros, autor da letra e da música Beijo de Cinema. O arranjo contou com a produção coletiva de Marcelinho Guerra e de todos os integrantes da banda, que além de Barros, conta ainda com o vocalista e violonista Felipe Xavier, o baterista Luiz Eduardo Lobo, o tecladista Pedro Rios e o baixista Wagner Costa.

Showlivre.com lança primeiro programa de auditório da web

'Made in China Show' é o primeiro programa de auditório, no Brasil, totalmente voltado para a web: um verdadeiro happening com música, poesia, artistas novos e consagrados de diferentes cenas. A nova atração estreia dia 8 de junho, às 21h, ao vivo, e a gravação acontece no teatro do Centro Cultural Rio Verde.

Quem comanda essa interatividade total via streaming é o cantor e apresentador China, em tempo real e com público presente, direto do Centro Cultural Rio Verde. A plateia virtual confere a transmissão pelo canal ShowLivre para a plateia virtual.

No primeiro programa, Karina Buhr canta suas músicas com o apoio e arranjos da H.Stern Band - banda de China - mostrando assim, versões únicas e ao vivo de seus sucessos.

O programa abre espaço para novas bandas com trabalho autoral no quadro " Minuto de Fama".  Os músicos tem um minuto para convencer o público presente e a audiência virtual.

Passando ao tema literatura, quem mostra seus dotes é a cantora e poetisa Iara Rennó. Iara recita alguns poemas do seu livro "Língua Brasa Carne Flor", dedicado a poemas eróticos. 

O quadro "Lado B" apresenta as habilidades desconhecidas de artistas. Leo Cavalcanti mostra sua versatilidade e comanda uma aula de yoga, ao vivo, com seu tapetinho e terno brilhante.

MADE IN CHINA SHOW:

Data de estreia: 8 de junho (segunda-feira)
Horário: 21h
Exibição na web: Canal Showlivre.com
Tempo de duração: 90 min
Gravação: Centro Cultural Rio Verde (com participação de plateia)
Informações: www.centroculturalrioverde.com.br

Entrevista I.F.Á. Afrobeat: “O desejo de renovação é a maior força da música baiana de agora"

 

Eles começaram em 2012 como um power trio instrumental, gravando e compondo afrofunks brasileiros, num estúdio caseiro em Salvador. Três anos depois, a I.F.Á. Afrobeat virou uma big band com nove membros, lançou singles e dois videoclipes, das ótimas faixas “Suffer” e “Axé”, realizou shows elogiados pela imprensa e acabam de ganhar o prêmio de grupo Revelação 2015, pelo tradicional Troféu Caymmi, na capital baiana. Uma novidade é que o esperado álbum de estreia deve ser lançado até o final de 2015.

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Na entrevista que você confere abaixo, fruto de uma conversa com dois membros-fundadores da banda, o baterista Jorge Dubman e o baixista Fabrício Mota, você vai conhecer um pouco da história da formação da banda e os planos atuais. Eles também falam sobre a influência da herança afro existente no Brasil, a parceria com a cantora Okweii Odili de Lagos (Nigéria), o desejo de expandir sua música para além-mar e ainda sobre as mudanças que vêm acontecendo na música baiana e na juventude negra local.

I.F.Á. Afrobeat é: Jorge Dubman - bateria; Fabricio Mota - baixo; Átila Santtana - guitarra; Prince Áddamo - guitarra; Alexandre "Loro" Espinheira - percussão; Tiago Tamango - teclado; Normando Mendes - trompete; Matias Hernan Traut - trombone e Raiden Coelho - sax e flauta.

ENTREVISTA I.F.Á. AFROBEAT:

Lívia Rangel - Conta um pouco do início da história de vocês.

Jorge Dubman - A IFÁ começou em meados de 2012, como um power trio, formado por mim - Jorge Dubman (bateria) - Fabricio Mota (baixo) e Átila Santtana (guitarra). As primeiras composições foram criadas em encontros semanais num home Studio. Já tinhamos alguns temas e começamos a ensaiar com o intuito de fazer uma banda mesmo de Afrobeat com sopros, percussão, etc. Chamamos o Alexandre Espinheira (percussão) e Prince Áddamo (guitarra). Os outros músicos foram conhecendo o projeto e se interessando em fazer parte. Assim, hoje, somos 9.


Lívia – Vocês lançaram, recentemente, o tema instrumental "Axé"que mostra uma sinergia entre Ijexá, Funk e Afrobeat. Como se dá essa mistura sonora no momento de criação musical da banda? 

Jorge Dubman - Cada um chega com uma ideia, às vezes eu estou fazendo uma levada de bateria, aí o Fabrício já me acompanha numa linha de baixo e as coisas começam a acontecer, muitas vezes isso acontece no ensaio... ai gravamos essas ideias no computador, com software de gravação ou no celular.

Assista ao clipe de "Axé" gravado ao vivo no estúdio do Ilê Aiyê:

Lívia – O clipe dessa música foi gravado no Curuzu, no estúdio do Ilê Aiyê. Qual a relação do IFÁ com o bloco afro mais importante da Bahia?

Fabricio Mota - Acima de tudo temos muita admiração e respeito por tudo que o Ilê Ayiê representa pra cultura negra na contemporaneidade (dentro e fora do Brasil)! Hoje podemos dizer que há um reconhecimento recíproco. O que nos deixa muito honrados. Fomos acolhidos pela equipe do estúdio do Ilê de maneira muito cuidadosa e buscamos fazer o melhor registro possível. Esperamos fortalecer esses laços em outros trabalhos futuros.

Lívia - No momento em que a música popular de Carnaval entra em crise e o rock perde força, a Bahia tem lançado projetos maravilhosos de orquestras e big bands que respiram a ancestralidade africana como a Rumpilezz e a Orquestra Afro Sinfônica. Bandas como a IFÁ e Baiana System chegam pra somar nesse ambiente. O que mudou na música baiana?

“Grande parte de toda riqueza cultural, 
simbólica, espiritual, sonora, social, política, 
artística... tudo no Brasil nos remete à África”

Fabricio Mota - Acredito que o desejo de renovação (em todos os sentidos) é a maior força do cenário musical da Bahia de agora. Nesse movimento a “ancestralidade “ é mesmo o ponto chave pra compreender a virada! Olhamos para nós mesmos de maneira diferente, buscamos cada vez mais mergulhar nesse universo de referências e matrizes africanas, muito em busca de auto compreensão. E isso se reflete naturalmente na arte. Atualmente, alguns grupos/bandas têm um diálogo forte com a ancestralidade. O que é diferente de alguns “produtos sonoros”, que até os anos 90 apenas se apropriavam dos significados estéticos, negando os principais “sujeitos” criadores e suas trajetórias. 

Lívia - Salvador é considerada uma das cidades mais pretas fora da África. De que maneira essa realidade é assimilada (ou não) pelos soteropolitanos? Por quê?

Fabricio Mota - Vivemos entre a dor e a delícia desse contexto tão especial. Se por um lado estamos num caldeirão criativo em plena ebulição com uma antena ligada no mundo, por outro amargamos os efeitos desastrosos que o racismo traz à população da cidade (à juventude negra particularmente). 

Nessa contradição toda, nota-se que as pessoas têm buscado mais conhecimento a respeito da diversidade e da necessidade de identidade. O debate e o (re)conhecimento sobre a negritude como valor humano tem ganhado mais corpo e ampliado a percepção das pessoas, graças aos movimentos artísticos ligados aos blocos afros, aos afoxés, aos grupos de Hip Hop, às comunidades de terreiro, às organizações quilombolas, nas escolas. Sem dúvidas, essa é a parte boa!

"O debate e o (re)conhecimento sobre a negritude,
como valor humano, tem ganhado mais corpo
e ampliado a percepção das pessoas”


Lívia – Ainda dentro desse tema, a IFÁ tenta conectar o "Atlântico Negro" e já chegou a simular, num show, as duas margens do oceano (com dois palcos) que dividem os países da África e o Brasil. Fala um pouco dessa experiência.

Fabrício - É muito divertido poder compartilhar um pensamento, uma reflexão, um ponto de vista de maneira simples, direta, prática. A proposta do show intitulado “Atlântico Negro”, inspirado nas leituras do livro homônimo do Sociólogo Paul Gilroy, era apresentar essas trocas de influência sonora da música da diáspora africana, a partir das canções das colagens, dos arranjos do espetáculo.

Curiosamente, a organização do palco surgiu de uma limitação de espaço que comportasse todo o grupo. Acabamos criando outro ambiente sonoro que rompia com a experiência tradicional do público também. Tudo se encaixou e tem sido tão interessante que já virou uma marca da banda na cidade. Essa é a parte interessante de fazer arte... “nada se perde tudo se transforma”.

Ouça o single "Suffer" do IFÁ Afrobeat:

Lívia - No DVD de Mart´nália, a cantora Mayra Andrade (Cabo Verde) se declara orgulhosa por estar conseguindo atingir o público do Brasil, mas lamenta o fato de o País e o continente africano "não dialogarem". O que falta para o Brasil "descobrir" a África? 

Fabricio - Reconhecer-se historicamente. Grande parte de toda riqueza cultural, simbólica, espiritual, sonora, social, política, artística... tudo no Brasil nos remete à África. Na verdade, esses diálogos sempre existiram, mas foram silenciados, negados, diria até que negligenciados. A negação da diversidade, os estereótipos e o desconhecimento da história afasta a compreensão dos laços que ligam o Brasil às muitas Áfricas, desde muito tempo.

Interessante mesmo é poder fazer parte de um movimento artístico que tem como princípio a (re) conexão. Quando escutei Mayra Andrade pela primeira vez fiquei tão encantado e emocionado por essa razão!!! Sentia que aquele canto era ao mesmo tempo familiar e novo, inédito. Não conseguia definir, explicar apenas, sentir! Essas redescobertas através da música (seja em que lado estejamos do Atlântico) é uma prova viva das conexões que nos unem ao longo do caminho. Cabe agora aprofundar essa busca.

"A negação da diversidade, os estereótipos e o desconhecimento
da história afasta a compreensão dos laços que ligam o Brasil
às muitas Áfricas, desde muito tempo"


Lívia - Quais os planos do IFÁ? Existem intenções para o mercado internacional?

Fabrício - Vamos gravar um primeiro disco, registrando as canções com os arranjos que apresentamos nos shows (mas deixando livre para a experiência criativa que só o estúdio possibilita). Esse é o objetivo pra o ano em curso, é uma demanda que já bateu na porta faz tempo e estamos batalhando pra concretizar essa missão. Ainda que sejamos uma banda de música instrumental, vamos lançar um EP em parceria com uma cantora Okweii Odili de Lagos (Nigéria). 

Trata-se de um projeto em paralelo que nos orgulha muito pois, foi graças à vinda dela pra Salvador em 2013 que juntamos pela primeira vez o núcleo do grupo que existe hoje. No mais, acreditamos que a música nos dê asas para levar o trabalho do IFÁ Afrobeat para outros lugares do mundo para além da Bahia!

 

Jota Quest lança clipe com músicos do Natiruts e anuncia novo álbum

O novo clipe do Jota Quest aposta no alto astral das batidas do reggae e investe na conexão BH-Brasília como pano de fundo para o encontro inédito dos mineiros com os brasilienses da banda Natiruts.

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Com direção de Mess Santos e produção da Movie 3 Filmes (também parceira do clipe "Dentro de um Abraço"), "Reggae Town" já está no ar (assista abaixo), com locações em cartões postais de Belo Horizonte, como a Praça do Papa, o Mercado Central e o Bar Jeca Tatú, e ainda em clássicos de Oscar Niemeyer como a Catedral Metropolitana e a Praça dos Três Poderes, em Brasília.

A faixa é o 4º single do álbum "Funky Funky Boom Boom", lançado no final de 2013, e a primeira incursão do grupo nos beats do reggae. "Há anos planejávamos compor um reggae e, no primeiro dia de gravação do FFBB, saímos do estúdio com esta faixa pronta, letra e música. Uma sinergia bem bacana!!" comemora Rogério Flausino.

Há um ano na estrada com o show "Baile da Pesada - Funky Funky Boom Boom" o grupo comemora o sucesso de sua recente "Turnê de Verão", que agitou o litoral brasileiro entre o Reveillon e o Carnaval, passando por 15 cidades, em 8 estados, somando mais de 180 mil expectadores, de acordo com a produção. O disco rendeu ao grupo um disco de ouro, uma indicação ao Grammy Latino, além de emplacar três singles consecutivos ("Mandou Bem", "Waiting For You" e "Dentro de um Abraço") no Top 10 das rádios.

Faça Download da faixa "Reggae Town", aqui.


Banda prepara novo álbum 

Jota Quest recebeu nesta semana, em seu estúdio em Belo Horizonte, o produtor norte-americano Jerry Barnes, conhecido por trabalhos com Chic, Nile Rodgers e Aretha Franklin, Jerry Barnes, para o início dos trabalhos de um novo álbum de inéditas, com lançamento previsto para o segundo semestre de 2015. O produtor também assina "Funky Funky Boom Boom".