Música

Baiano Ayam Ubráis lança novo clipe e revela a poesia do seu trabalho solo

Cena do clipe 'A Bicicleta' 

Filho conhecido da cidade de Ipiaú, no interior baiano, o cantor, compositor e artista plástico Ayam Ubráis, também formado em Filosofia, lança, com exclusividade pela ElevenCulture, seu mais novo videoclipe, da canção 'A Bicicleta'.

A faixa autoral integra o álbum de estreia em carreira solo, Partir O Mar em Banda (2013), que foi eleito pelo público do site El Cabong como o Melhor Disco Baiano de 2013.

As gravações do clipe aconteceram em novembro do ano passado, durante o intervalo de um festival de música brasileira, no qual o artista era uma das atrações, na cidade de Vitória da Conquista (BA). 

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Destaque para a participação especial da menina Aiana Ribeiro Matos, afilhada do artista, que protagoniza o vídeo ao lado do músico, que a encoraja e a protege "nas primeiras pedaladas da vida". O clipe 'A Bicicleta' é mais um ótimo legado do artista-revelação, com belas imagens de natureza ao ar livre, deixando ao final uma mensagem de amor e coragem.

Uma curiosidade é que o padrinho Ayam resolveu presentear a pequena Aiana, e escolheu o dia do 6º aniversário dela, neste sábado(24), para fazer o lançamento oficial do seu mais novo videoclipe.

PARCERIA DE SUCESSO
Em abril de 2014, ele lançou seu primeiro vídeo oficial, do single 'O Quintal', inspirado em fatos reais, e que também traz a assinatura do diretor Henrique Filho.

"Desde o clipe 'O Quintal' a gente já conversava um pouco sobre qual seria a canção para o próximo clipe. E foi quase unânime a escolha de 'A Bicicleta'. Há um tempo que temos essa parceria e com uma sintonia muito afinada. Gostamos muito do álbum Partir O Mar Em Banda e nossa meta é produzir os clipes desse álbum com ou sem verba. E agora estamos muito contentes com o resultado, mesmo com suas limitações orçamentárias, com pouco tempo de produção e filmagem. Nos motivou muito ter uma criança como participação especial", resume Henrique.

Sem mais delongas, confira o clipe de 'A Bicicleta' de Ayam Ubráis:



Roteiro e Direção: Edson Bastos, Henrique Filho e Isaías Neto
Produção: Edson Bastos
Fotografia: Henrique Filho e Isaías Neto
Câmeras: Dany Matos, Edson Bastos, Henrique Filho e Isaías Neto
Montagem: Henrique Filho

 

 

Russo Passapusso e Marquise Knox (EUA) são confirmados no Rec Beat 2015


Da Bahia a Saint Louis. A conexão nesse carnaval entre a afrobrasilidade e o blues americano se faz através do Rec-Beat, com a confirmação do cantor Russo Passapusso e o bluesman Marquise Knox na programação dos 20 anos do festival.

Grupos dos mais diversos países e estados do Brasil vão se apresentar no Cais da Alfândega, durante os quatro dias de Carnaval, de 14 a 17 de fevereiro, reunindo uma média de 120 mil, no total. A entrada é franca.

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A primeira atração confirmada para o Rec-Beat 20 Anos foi a banda "MAN OR ASTRO-MAN?". Sendo um dos maiores representantes do gênero surf rock, o quarteto originário do Alabama (EUA) sobe ao palco do festival no dia 15 de fevereiro.

ATRAÇÕES INÉDITAS
Russo Passapusso, vocalista da banda BaianaSystem, lançou recentemente seu primeiro álbum solo, "Paraíso da Miragem", relacionado entre os melhores álbuns de 2014. Ele apresenta pela primeira vez no Recife seu trabalho solo no dia 14 de fevereiro. Vai ser muito samba no pé e dub na cabeça no Cais da Alfândega.

Já na segunda, dia 16, é a vez do blues entrar em cena. Marquise Knox, garoto prodígio de 23 anos, considerado um sucessor de BB King - para quem já abriu um show -, desembarca também pela primeira vez na capital pernambucana. Assim como Russo, o blues man leva ao Rec-Beat o show de seu último disco, "Here I am".

O FESTIVAL
O Festival Rec-Beat chega a seu 20º ano e continua inovando em sua programação. Para essa edição, o festival traz em seu line-up nomes expoentes da música nacional e internacional, inéditos no Recife, que serão anunciados em breve.

Hoje, o Rec-beat já se estabeleceu como um dos mais importantes festivais de música independente do Brasil e continua com o foco de trazer ao Recife artistas da nova produção nacional e internacional.

::Festival Rec-Beat 20 anos
Data: 14 a 17 de fevereiro
Local: Cais da Alfândega - Bairro do Recife
Entrada gratuita

Nasce uma estrela: cantora brasileira lança primeiro álbum aos 40 anos e excursiona pela Europa

 

Dona de um timbre grave poderoso que revela toda sua ancestralidade africana, a cantora e compositora Nilza Costa, baiana, radicada há 8 anos na Itália, lançou em 2014, aos 40 anos, seu primeiro álbum, Revolution, Revoluzione, Revolução, estreando em carreira solo.

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Segundo ela mesma conta na entrevista exclusiva que você confere logo abaixo, o que era para ser apenas a gravação de um single, a convite do estúdio italiano Studio Soundlub, virou um álbum autoral inédito de afro jazz/MPB. De lá pra cá, a artista, que canta em português, italiano, inglês, francês e yorubá, vem realizando o sonho de toda uma vida: perder a timidez e apresentar suas canções para o universo. 

E vem novidade por aí. Costa revelou à Eleven que já se prepara para entrar em estúdio novamente, para gravar o segundo álbum, intitulado Raíz, ainda em 2015.

Acompanhada de um time de músicos experientes, conhecidos na cena jazzista de Bologna, Nilza vem excursionando pela Europa, onde vem sendo elogiada pela crítica especializada e ganhando fãs. No Brasil, no entanto, a ex-integrante do coral do Olodum e da Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA), ainda é uma desconhecida.

Vamos conhecer um pouco mais sobre a história de vida dessa artista plural, que vem dando o que falar em terra estrangeira e promete ser uma das grandes revelações brasileiras no exterior esse ano.

ENTREVISTA – NILZA COSTA:

Nilza Costa/DivulgaçãoLívia Rangel - Conta um pouco da sua história. Onde você nasceu e cresceu, como foi a sua infância e onde a música entra na sua vida?
Nilza Costa - Eu nasci em Salvador, no bairro do Garcia, em 1974. A minha infância foi de muitas dificuldades, mas fui muito feliz, me diverti bastante, principalmente, com a música. Estava sempre cantando por todos os cantos, escrevia tudo aquilo que pensava e lia muito jornais, revistas, principalmente, 'Sabrina', 'Bianca Julia', romances que achava nos lixos... Jorge Amado, enfim, tudo que tinha letra de imprensa. Eu acendia a vela e lia, porque em casa não tinha energia elétrica.

A música sempre fez parte da minha vida, eu escutava a minha avó e a minha mãe, que cantavam sempre, e quando a minha avó me levava no candomblé ou nas igrejas catòlicas, eu estava sempre curiosa nos cantos.

Lívia - Ao longo da sua trajetória na música você já colaborou em grandes projetos como a Orquestra Sinfônica da Bahia e o grupo Olodum. Fala um pouco sobre o seu envolvimento nessas entidades culturais.

Nilza - Minha carreira como cantora solista eu comecei na Itália mesmo. Eu era muito tímida e não conseguia cantar como solista. Fiz parte de vários corais em Salvador, principalmente, na Igreja de São Lázaro. Depois fui estudar canto na Didá com o professor Jocemar e ele me levou para o Coro Cênico Olodum, onde fiquei por três anos. Fiz parte do Coro da Fundação Cultural do Estado da Bahia que era no Teatro Miguel Santana (no Pelourinho), com o professor/maestro Jorge Marques. Participei de uma audição da OSBA (Orquestra Sinfônica da Bahia), passei, frequentei um pouco mas não dei continuidade, porque junto com uma amiga cantora fundamos uma banda de reggae chamada Ujhama e fiquei até 2003. Depois dei um tempo em Trancoso, onde conheci o meu marido que me trouxe para Itália e me deu um ultimato: "Você deve cantar criatura!!”. Então, em 2006, continuei o meu sonho de sempre.

De todos esses projetos que participei o Coro Olodum foi aquele que tirou a minha timidez, me deu uma grande força e abriu a minha mente, foi ali que perdi o medo de mostrar o que escrevia e de mostrar a minha voz.

Lívia – Foi difícil a decisão de sair do Brasil e ir morar na Itália?
Nilza - Eu nunca tive a intenção de deixar o Brasil para morar no exterior, queria conhecer outros países sim, mas não para morar. Quando casei com um italiano que morava e trabalhava em Trancoso, no sul da Bahia, viemos para Itália.

Lívia - Tem vontade de um dia voltar a morar no Brasil? Como tem visto o momento político no país?
Nilza - Claro que tenho vontade de voltar, mas não nesse momento, justamente, porque tenho os meus projetos. Foi aqui que realizei o meu sonho como cantora e compositora. Musicalmente, tenho muito que agradecer a Itália por todas as oportunidades que encontrei aqui.


"Musicalmente, tenho muito que agradecer a Itália por todas as oportunidades que encontrei aqui""

Quanto ao momento politico do Brasil, eu penso que ainda faltam muitas mudanças, principalmente, na saúde e educação. Enquanto não tivermos essas mudanças básicas, a violência continuará. Eu votei no PT, mas ainda existem muitas falhas. O brasileiro deve estar sempre antenado, exigir qualidade e igualdade para todos.

Lívia - No estrangeiro, em geral, a música brasileira é vista como um selo de excelência. Como tem sido pra você atuar no mercado europeu?
Nilza 
- A música brasileira é uma referência fora do Brasil. Os europeus estão começando a conhecer outros gêneros musicais brasileiros, que são tantos mas poucos divulgados. A galera gosta muito do meu trabalho porque eu misturo muito os sons da nossa terra. Misturo principalmente a África que está dentro de nós. Em 2012, dois artistas italianos me chamaram para gravar um single, que se chama 'Vício', no qual fiz a letra e melodia.


"Os europeus estão começando a conhecer
outros gêneros musicais brasileiros,
que são tantos mas poucos divulgados"


Lívia - A turnê de lançamento de “Revolution, Rivoluzione, Revolução”, seu primeiro álbum, está rodando a Europa. Como tem sido a aceitação ao seu trabalho solo? Tem previsão de levar ao Brasil? 
Nilza 
- Estou muito feliz com a turnê. Em novembro de 2014, estive na Alemanha e Polônia, foi muito legal, houve uma grande participação do público, que cantava em português e yorubá. Me emocionei tantíssimo em cada lugar que estive. Eles gostaram tanto que em março iremos novamente. Quanto à aceitação do meu trabalho solo está sendo muito positiva, perdi totalmente a timidez. 

No Brasil, mandei alguns e-mails e encontrei um pernambucano maravilhoso que se chama Cristiano Brito, ele está trabalhando para que possamos levar esse projeto em algumas cidades. Estou ansiosa, mas sempre otimista.

Nilza Costa e sua banda

Lívia - Falando ainda sobre o álbum, conta um pouco sobre como se deu o processo de composição das canções e as gravações.

Nilza - Eu estive no Studio Soundlub, em 2013, para gravar somente uma música, e eles gostaram tanto que me perguntaram porque eu não gravava um álbum. Foi uma surpresa pra mim, eu não esperava. Mas na mesma hora respondi que tinha várias canções e que era o meu sonho. Chamei os meus músicos que são maravilhosos, adoram a música brasileira e começamos a gravar. O álbum tem a participação de vários artistas de jazz da cidade de Bologna, e o Peppe Siracusa, que era meu guitarrista na época, fez a maioria dos arranjos, já que eu não toco nenhum instrumento. 

O álbum tem 11 canções, das quais nove são minhas letras e melodias. O Studio Soundlub e eu somos os produtores executivos do disco e hoje eles fazem também o trabalho de booking, management etc. O disco é distribuído pela Xango Music e FonoFabrique é a Etichetta Discografica Independente. Partiparam pelo menos 15 músicos (no disco). Em fevereiro, começo a gravar o meu segundo álbum.


"O álbum tem 11 canções, das quais nove
são minhas letras e melodias. 
Em fevereiro,
começo a gravar o meu segundo disco
"


Lívia - Por quê a escolha do título “Revolution, Rivoluzione, Revolução"?
Nilza - Eu escolhi Revolution, Rivoluzione, Revolução em três línguas porque queria fazer uma revolução dos gêneros musicais que existem no Brasil. Fazer uma "fusion", revolucionar as ideias de mudança, de transição, etnias, sabores. O CD tem diversas línguas como português, italiano, inglês, francês, yorubá, latino, polonês e swahili. Quis fazer uma homenagem a mistura brasileira, que na verdade é uma mistura World Music. O próximo álbum se chamará Raíz

Lívia - Quem tiver interesse em adquirir o CD Revolution... pela internet como faz?
Nilza -
Pode comprar através do http://nilzacosta.bandcamp.com/album/revolution-rivoluzione-revolu-o ou pelo site http://www.xangomusic.com/

Carnaval: Cine Joia recebe segunda edição do projeto Antifolia; conheça

Divulgação

Se você não curte a alegria saltitante do Carnaval brasileiro, o Cine Joia (SP) promove, no dia 22 de fevereiro, uma matinê do projeto 'Antifolia' que reúne cinco bandas de diferentes gêneros do rock. São elas: Project 46, Bullet Bane, Water Rats, Statues On Fire e Bloco 77. Os ingressos já estão à venda e podem ser adquiridos pelo site oficialAs 10 primeiras pessoas que comprarem ingresso na bilheteria ganham desconto - os valores variam de R$ 1,00 a R$ 10,00 e os ingressos são limitados. Os demais lotes variam de R$ 20 a R$40. 

O Antifolia surgiu com o objetivo de proporcionar entretenimento para o público que se sente isolado durante o período de Carnaval, em que festas e eventos relacionados a marchinhas e sambas enredos dominam a cidade de São Paulo. Após a primeira edição bem sucedida, que reuniu cerca de 900 pessoas no Cine Joia, o projeto realiza a segunda edição.

Anti-carnaval
A matinê de anticarnaval começa do lado de fora, na praça Carlos Gomes, com o aquecimento do Bloco 77 - Os Originais do Punk, bloco revelação de 2014, traz em seu repertório versões usando a historia punk em seu contexto. Em seguida, após a abertura da casa, haverá uma seleção musical com o melhor do ska, punk e rockabilly.

A primeira atração a subir no palco é a Statues On Fire, banda formada em 2012 por ex- integrantes do Nitrominds e que traz em sua bagagem uma turnê europeia, e o lançamento do ótimo álbum “Phoenix”, que representa grande parte de seu show. Logo em seguida, Water Rats faz um show especial de lançamento do “Ugly by Nature”, em K7 e Vinil, pelo selo americano Burger Records. Com riffs rápidos, promete acelerar as rodas na pista.

A festa continua e traz uma das revelações de 2014, o Bullet Bane, que chega com o aclamado álbum “Impavid Colossus” , eleito em diversos blogs como um dos melhores do ano. Em tour pelo Brasil, a banda apresentará um repertório especial em sua estreia no palco do Cine Joia.

Para encerrar a segunda edição, a banda Project 46. A banda vem para balançar o salão do festival, representando a nova geração do metal / hardcore e apresentam a tour do ultimo lançamento 'Que seja feita a nossa vontade'.

Antifolia @ Cine Joia
Domingo, 22 de fevereiro
Abertura da bilheteria: 17h
Abertura da casa: 18h
Horário previsto do show: meia noite
Valores: 1º lote: R$ 20,00 | 2º lote: R$ 30,00 | 3º lote: R$ 40,00

Bixiga 70 lança compacto "100%13" com shows em Nova Iorque

Bixiga 70 por Leco de Souza

Representante da nova safra da música instrumental brasileira, o Bixiga 70 segue em turnê de lançamento do seu compacto em vinil "100%13". A banda paulistana faz uma série de shows em Nova Iorque, dias 10, 11, 14 e 17 de janeiro.

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A big band é uma das atrações do globalFest, festival que acontece em Nova Iorque (desde 2003) e reúne artistas de diferentes estilos que estão se destacando no cenário da música mundial.

Além de subir ao palco do globalFest, o Bixiga 70 fará mais três shows na cidade. No repertório, os álbuns Bixiga 70 (2011) e Bixiga 70 (2013), composições que estarão presentes no próximo disco da banda - com lançamento no primeiro semestre de 2015 - e a faixa que dá o nome ao compacto em vinil, "100%13".

Ouça íntegra do disco Bixiga 70 (2013):

BIXIGA 70 - NY TOUR:

10 de janeiro
Local - Joe's Pub
Endereço: 425 Lafayette Street

11 de janeiro
Local: globalFEST / Webster Hall (http://www.websterhall.com/)
Endereço: 125 East 11th Street
http://www.globalfest-ny.com/

14 de janeiro
Local: Nublu
Endereço: 62 Avenue C

17 de janeiro
Local: NYCT Tropical Warm Up