Música

"Quero resgatar o rock brasileiro". Michelle Abu fala sobre a chegada do seu trabalho solo

Em novo álbum, instrumentista Michelle Abu assume lado de cantora e compositora (Foto: Fánio Abu) 

Como dito aqui anteriormente, a multi-instrumentista, cantora e compositora Michelle Abu, baiana, radicada há anos em São Paulo, está com novidade na praça, comemorando mais de 20 anos de carreira.

A moça - de pegada forte nas baquetas - lançou recentemente seu primeiro álbum solo, #1, depois de integrar diversas bandas autorais na Bahia e em São Paulo. Abu também vem emprestando seu talento para grandes nomes do rock nacional como Ira!, Lobão e Erasmo Carlos, e da MPB como o projeto Palavra Cantada e Baby do Brasil, só para citar alguns.

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Nessa entrevista concedida à Eleven, Michelle fala sobre sua trajetória musical e seus planos com a chegada do novo projeto, agora em voo solo. Confira!

ENTREVISTA COM MICHELLE ABU: 

Lívia Rangel: Conta um pouco como está sua vida agora e sobre o lançamento do seu primeiro disco em carreira solo.

Michelle Abu: Estou em tour com o Palavra Cantada, Maria Alcina e trabalho no projeto do Les Provocateurs, sobre Serge Gainsbourg. Estou muito feliz! Depois de 20 anos de carreira... estar lançando esse CD, onde gravei bateria, guitarras bases, percussões, além da voz.

Lívia: Já estreou esse novo show solo nos palcos? Tem turnê em vista dentro ou fora do país?

Michelle: Ainda não estreei...a ideia é fazer uma tour Brasil. E, sim, conseguindo alguma estrutura (pretendo) ir pra fora (do país) também.

Lívia: #1 tem a participação de um monte de gente bacana, Arnaldo Antunes, Edgar Scandurra e alguns parceiros conterrâneos. Fala um pouco sobre esses encontros.

Michelle: Esse disco veio através do Proac, que é uma lei de incentivo que rola aqui em Sampa. Chamei o Cássio (Calazans) pra produzir, pois como ele mora aqui em sampa e é de Salvador também, iria entender a linguagem do som... As parcerias com (o cantor) Tito Bahiense, Arnaldo (Antunes), Kleber Albuquerque Mc, Edgar scandurra, Tio Fresh, vieram de tocar com essas pessoas e criar uma relação de amizade também...Daí surgiu a ideia de convidá-los.

"Resolvi gravar o primeiro solo, assumindo meu lado instrumentista e gravando todas as bateras, percussas e guitar bases"

Lívia: Suas composições refletem muito do seu universo particular... Há quanto tempo vem escrevendo essas músicas? Era um desejo antigo fazer um álbum solo?

Michelle: 
Sempre tive banda... A primeira foi a DendêCunJah lá em Salvador... Cheguei em Sampa com banda e ela acabou. Percebi que precisava assumir os vocais para conseguir levar um trabalho adiante, independente de quem esteja. Em 2009, gravei um CD já como compositora e guitarrista, com uma banda chamada Reféns que também acabou! Esse disco do Reféns foi inscrito no projeto e passou. Daí em diante resolvi gravar o primeiro solo, assumindo meu lado instrumentista e gravando todas as bateras, percussas e guitar bases.

Lívia: Você faz parte de uma geração baiana que viveu a eferverscência do rock numa das suas escolas mais radicais, nos anos 90. O que te agrada ou desagrada no novo rock brasileiro? Tem salvação? (risos)

Michelle: Engraçado e trágico ao mesmo tempo é que se você se intitula "rock" no Brasil, vira sinônimo de música para adolescente... As pessoas começaram a não levar o rock nacional a sério. Sempre gostei muito do rock Nacional (Paralamas, Lobão, Barão vermelho, Legião Urbana, Raulzito, Titãs, Camisa de Vênus), porque tem uma sonoridade diferente e ritmicamente também é muito rico!

"O rock nacional começou a querer copiar os timbres,
riffs e ideias dos gringos e se perdeu dentro disso..."

Salvador nem se fala! Como nunca teve rádio, nem investidor nesse seguimento, bandas muito originais sempre existiram! Gosto das bandas gringas mais a minha ideia com esse trabalho é resgatar o rock brasileiro! Com percussão, guitarras rítmicas e bateria conceitual.

Senti que o rock nacional começou a querer copiar os timbres, riffs e ideias dos gringos e se perdeu dentro disso... Se tem salvação?? Lógico!! Acredito que ele retornará mais vivo do que nunca! Tem uma música do meu disco que escrevi junto com Tito Bahiense que fala do rock, chama 'Ponto final'.

Ouça abaixo a faixa 'Ponto Final':

Lívia: Pra terminar... Quem serão os músicos da sua banda do projeto solo? Tem alguma previsão para o lançamento nos palcos?

Michelle: Na bateria, Thiago Gomes, no baixo, Beto Vasconcelos, na guitarra, Marcelo Sanches, no teclado, Felipe Faraco, e eu, na guitarra, percussão e vocal. Ainda não (tem data de estreia) mas com certeza, breve!!

Assista ao clipe da faixa 'Futuro para quem' da banda Reféns:


 

 

No Dia Mundial do Hip Hop, Rael reúne estrelas do rap nacional e solta vídeo "O Hip Hop é Foda"

Nesta quarta-feira (12) comemora-se o Dia Mundial do Hip Hop. E para celebrar, no Brasil, da maneira mais adequada possível, um dos monstros sagrados do Rap Nacional, MC Rael, convocou um time de feras com nada menos que Emicida, Marechal, KL Jay e Fernandinho Beat Box, para juntos celebrarem o movimento em alto e bom som, cantando “O Hip Hop É Foda”.

Pelo seu perfil do Facebook, o rapper Emicida rasgou elogios ao amigos e parceiros: "Eu fiquei honrado de poder fazer parte deste som, sou fã declarado de todos ai, procurei pegar minha caneta e homenagear os que se foram tão cedo, talvez os mais novos não conheçam, mas ta aí uma boa oportunidade de conhecer as raízes dessa cultura que tanto amamos. Dedicado a Niggaz, Van Grog (VZ), b-boy Kokada e Dina di, meu mais sincero amor e gratidão a cada um de vocês".

A "parte dois" da faixa deu uma super turbinada na versão anterior, que já era inspirada na música “Bossa Nova É Foda” de Caetano Veloso. Mas hip hop sem a presença do breakdance e graffiti não seria festa completa. Por isso mesmo, Rael ainda reuniu o b-boy Pelezinho, o grafiteiro Does.

Confira o resultado desse encontro:

Ficha técnica: 

Autores: Rael, MC Marechal, Emicida e Marcos Xuxa Levy
Kl Jay: scratches
Fernandinho Beatbox: beatbox
Danilo Santana: teclado
Robinho Tavares: baixo
Denilson Martins: sax barítono
João Lenhari: trompete
Adriano Trindade: bateria
Emerson Villani: guitarra
Sidmar Vieira: segundo trompete
Will Bone: trombone
Jota Erre: percussão
Mixagem: Mauricio Cersosimo
Masterização: Carlos Freitas

Watch now! The Lucas Santtana's new videoclip, 'Partículas de Amor'



Music video by Lucas Santtana performing Partículas de Amor 
Off the album « Sobre Noites e Dias »
Directed by Julio Secchin

Assista ao novo clipe da Pitty, 'Serpente'

Novo clipe da Orquestra Brasileira de Música Jamaicana homenageia canção-manifesto

O novo clipe da Orquestra Brasileira de Música Jamaicana, do ska 'Manifesto Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores', faz uma homenagem à famosa canção de Geraldo Vandré, símbolo da resistência popular contra a ditadura militar no Brasil. O clipe tem a participação do rapper Buia Kalunga, do Ba-Boom.

No vídeo, que você confere abaixo, o grupo mostra cenas dos protestos ocorridos na cidade de São Paulo, nesse ano, e traz ainda trechos de shows da OBMJ. Diversos profissionais como Felipe Motta, Alex Carvalho e AFP cederam imagens capturadas nos protestos para compor esse trabalho. Direção de Sergio Solffiatti e produção artística de Felippe Pipeta.

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The new clip of Orquestra Brasileira de Música Jamaicana, 'Manifesto Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores', pay a tribute to the famous song of freedom by Geraldo Vandré 'Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores', symbol of popular resistance against the military dictatorship in Brazil. The video includes verses of the rapper Buia Kalunga (Ba-Boom).

In the video, which you can see below, the group shows scenes of protests in the city of São Paulo, from this year, and also features snippets of OBMJ`s gigs. Photos by Felipe Motta, Alex Carvalho and AFP. Directed by Sergio Solffiatti and artistic production by Felippe pipette.

Assista abaixo / Watch below: